Crusoé: Procurador do TPI é acusado de assédio sexual por segunda mulher
Sob condição de anonimato, nova vítima revelou episódio ao The Guardian; Karim Khan está afastado
O procurador afastado do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan, foi acusado de assédio sexual por uma segunda mulher.
Segundo o The Guardian, o britânico realizou inúmeras investidas indesejadas e usou sua autoridade para coagir a vítima.
Sob condição de anonimato, a mulher afirmou ter decidido conversar com a imprensa após ler a primeira acusação de uma outra mulher.
“Ele não deveria ter feito isso. Ele era meu empregador”, afirmou.
A mulher contou que trabalhava como estagiária não remunerada para Khan, em 2009.
Na ocasião, ele atuava como um advogado de defesa do ex-presidente da Libéria Charles Tayor em um processo sobre crimes de guerra.
O órgão de supervisão do TPI já recebeu as novas acusações da segunda mulher.
A defesa de Karim Khan nega os relatos da vítima.
Primeiro caso
No ano passado, uma antiga funcionária de Karim Khan já havia denunciado o promotor por assédio sexual.
Ela alegou reiterados casos de má conduta por parte do britânico nos anos de 2023 e 2024.
Khan chegou a tentar dissuadir a mulher da ideia de prosseguir com a alegação de um comportamento inadequado em relação a ela, segundo revelou o The Guardian.
Em maio, o procurador se afastou temporariamente do cargo.
Netanyahu e Gallant
Para tentar abafar o próprio caso, Khan solicitou mandados de prisão para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Yoav Gallant.
Segundo o TPI, a Câmara encontrou “motivos razoáveis” para acreditar que Netanyahu e Gallant “têm responsabilidade criminal pelos seguintes crimes como coautores por cometerem os atos em conjunto com outros: o crime de guerra de fome como método de guerra; e os crimes contra a humanidade de assassinato, perseguição e outros atos desumanos”.
Em resposta, Netanyahu afirmou que a medida de Khan era uma tentativa de “salvar sua pele das sérias acusações de assédio sexual” e classificou o mandado como “ódio antissemita a Israel“.
E o Maduro?
Não são apenas as alegações sobre má conduta sexual…
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