Moro reage a tentativa de convocação para CPMI do INSS
"Posso ir de bom grado falar, pois sou especialista em desmontar os esquemas de roubo do PT", disse o senador
O senador Sergio Moro (União Brasil) reagiu nesta segunda-feira, 25, a tentativa do Partido de Trabalhadores (PT) de convocá-lo para depor na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, que vai apurar o esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Moro afirmou que, durante sua gestão no Ministério da Justiça e Segurança Pública, no governo Bolsonaro, nunca tratou dos descontos do INSS. No entanto, o senador disse estar disposto a comparecer “de bom grado”, lembrando o histórico como juiz da Operação Lava Jato.
“Vejo que o PT, desesperado por erguer cortina de fumaça, quer me convocar para depor na CPMI do INSS. O Ministério da Justiça e Segurança Pública que comandei nunca lidou com descontos em aposentadorias ou pensões, então o requerimento é ridículo.
Apesar disso, posso ir de bom grado falar, pois sou especialista em desmontar os esquemas de roubo do PT e posso dar informações sobre como eles funcionam. Eu não tenho, igual ao Lula, irmão que preside sindicato beneficiado pela fraude contra os aposentados. E foi o Lula e não eu quem nomeou o ex-presidente do INSS que é suspeito de receber propina“, escreveu no X.
Os pedidos até o momento
Os documentos apresentados até o momento incluem solicitação de quebra do sigilo telemático de Alessandro Antônio Stefanutto, que presidiu o INSS entre janeiro de 2023 e julho de 2025, e do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi. Também foi protocolado pedido para levantar os sigilos bancário e fiscal de Lupi no mesmo período.
Outros nomes aparecem na lista. Foi requerido o acesso aos dados bancários e fiscais de Aristides Veras dos Santos, presidente da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), de 2019 a 2025, e de José Carlos Oliveira, ex-presidente do INSS e ex-ministro do Trabalho e da Previdência, no intervalo entre 2021 e 2025.
Além das quebras de sigilo, parlamentares querem ouvir integrantes do governo. Há convites para que compareçam ao colegiado o ministro-chefe da CGU (Controladoria-Geral da União), Vinicius Marques de Carvalho, o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, e o atual ministro da Previdência, Wolney Queiroz.
Também foi apresentado requerimento de convocação de Frei Chico (José Ferreira da Silva), vice-presidente do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados e Idosos). Mas para o relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União-AL), ainda não é hora de ouvir o irmão de Lula.