“Dragão Azul” reaparece após 300 anos e provoca o fechamento de várias praias
O Glaucus atlanticus, comumente conhecido como 'dragão azul', é uma fascinante espécie de lesma marinha que reapareceu após mais de 300 anos sem avistamentos documentados.
O Glaucus atlanticus, comumente conhecido como ‘dragão azul‘, é uma fascinante espécie de lesma marinha que reapareceu nas costas espanholas após mais de 300 anos sem avistamentos documentados.
Este organismo, que pode atingir até 4 centímetros de comprimento, tem sido motivo de fechamentos preventivos em várias praias para evitar a possibilidade de contato humano, que poderia resultar em irritações cutâneas devido à sua natureza tóxica.
Apesar do seu diminuto tamanho, o ‘dragão azul’ armazena as toxinas de suas presas em seu corpo, concentrando-as em doses mais potentes que as originais. Isso ocorre porque ele se alimenta de animais marinhos venenosos, como a temida caravela-portuguesa.
A presença do Glaucus na Espanha tem aumentado desde 2021, com avistamentos em áreas como Gran Canaria, Canet d’en Berenguer e mais recentemente em Guardamar del Segura, indicando uma mudança no equilíbrio do ecossistema marinho do país.
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Aviso importante. En las últimas horas han aparecido ejemplares de Dragón Azul (Glaucus atlanticus) en #GuardamarDelSegura (#Alicante). Por seguridad, prohibido el baño en las playas del municipio hasta nueva orden. El contacto con este animal marino es peligroso y doloroso. pic.twitter.com/IJQnD8DtTq
— MeteOrihuela (@MeteOrihuela) August 20, 2025
Quais fatores propiciaram o retorno do ‘dragão azul’ às costas?
O aumento da temperatura da água do mar, um fenômeno registrado pela Agência Estatal de Meteorologia (Aemet), foi fundamental para o aparecimento do ‘dragão azul’ no Mediterrâneo.
Durante os últimos verões, foram registrados aumentos de temperatura de até seis graus acima do normal, criando condições ideais para espécies tropicais como esta lesma marinha.
Adicionalmente, a proliferação da caravela-portuguesa, principal alimento do Glaucus atlanticus, facilitou sua chegada às costas espanholas.
La aparición de ejemplares del Dragón Azul (Glaucus atlanticus) se sigue produciendo. Hoy ya son muchos más los ejemplares que se han recogido tal y como vemos en estas imágenes que nos envía Estefanía desde Guardamar del Segura. También se han visto en la playa de La Mata. pic.twitter.com/be1ERfu3zQ
— Proyecto Mastral (@ProyectoMastral) August 23, 2025
O perigo do ‘dragão azul’ para os humanos
Embora não seja agressivo nem busque confrontos, o contato involuntário com o ‘dragão azul’ pode ter consequências dolorosas.
Suas toxinas provocam uma picada que pode ser mais intensa que a da caravela-portuguesa, causando sintomas como dor aguda, vermelhidão e bolhas.
Os indivíduos mais vulneráveis, como crianças ou pessoas com condições médicas preexistentes, podem enfrentar reações mais graves.
Dragon slugs (Glaucus atlanticus) are small ocean current drifting sea slugs that feed on the much larger Portuguese man o' war and store and concentrate its venomous nematocysts to use against their own future prey.
— Wonder of Science (@wonderofscience) March 8, 2025
📽: jacintashackleton/ig pic.twitter.com/MGMGZV2eBg
Como agir em caso de contato?
Diante da possibilidade de uma picada, as autoridades recomendam certas medidas precautórias. O principal é evitar tocar no exemplar, mesmo com luvas, e lavar a área afetada com água salgada. É crucial não usar água doce, pois potencializa a liberação de toxinas.
Além disso, deve-se retirar qualquer resíduo com pinças, aplicar panos frios e evitar o gelo ou a fricção para não agravar a reação. Se os sintomas não diminuírem ou se agravarem, é necessário buscar atendimento médico imediatamente.
Glaucus Atlanticus Naga Biru Kecil yang Suka Mengapung Terbalik namun Sangat Mematikan#GlaucusAtlanticus #NagaBiru #Vtuber pic.twitter.com/QgftOXYQ4N
— Emma Michi 🐣 Vtuber (@itsemmamichi) March 18, 2025
Ações preventivas nas costas espanholas
Para garantir a segurança dos banhistas, foram implementados protocolos de vigilância em praias onde há relatos de avistamentos do ‘dragão azul’.
Estas medidas incluem a proibição temporária de banhos e campanhas de conscientização para alertar a população sobre os riscos e as precauções necessárias.
A colaboração entre banhistas e autoridades é essencial para prevenir incidentes e manter a segurança nas áreas afetadas.
4. Dragón Azul (Glaucus atlanticus)
— Geoconomía (@economiayfina) June 21, 2025
Un Pokémon real. Flota boca abajo y se alimenta de medusas venenosas. Usa su veneno como escudo. pic.twitter.com/PG5O2CjCZV
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