Como os brasileiros encararam a prisão domiciliar de Bolsonaro
Pesquisa Datafolha indica que uma pequena maioria aprovou a decisão de Moraes, cujas atitudes são apoiadas por 53%
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 14, indica que 51% dos brasileiros concordam com a prisão domiciliar imposta a Jair Bolsonaro por se valer de redes sociais para incentivar seus apoiadores a “continuarem tentando coagir o Supremo Tribunal Federal, e obstruir a Justiça”.
Outros 42% dos 2.002 consultados em 113 municípios em 11 e 12 de agosto respoderam que discordam ao seguinte questionamento: “A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro foi decretada porque ele teria desobedecido a ordem de não usar as redes sociais ao ter participado de uma chamada de vídeo, em uma manifestação em seu apoio e com ataques ao STF, que foi transmitida por várias pessoas. Você concorda ou discorda da decisão do Ministro Alexandre Moraes de decretar a prisão domiciliar de Bolsonaro por esses motivos?”.
Além disso, 3% disseram discordar e 4% não souberam responder.
Para 53%, “Alexandre de Moraes está seguindo o que determinam as leis e a Constituição” nos processos sobre Bolsonaro. E 39% acham que “Jair Bolsonaro está sendo injustiçado pelo Ministro Alexandre de Moraes por motivos políticos”.
Justiça a favor ou contra?
Ainda segundo o Datafolha, 87% dos brasileiros ficaram sabendo da prisão de Bolsonaro. Para 43%, a Justiça brasileira trata o ex-presidente pior do que os demais políticos; 37% acham que ele é tratado da mesma maneira e 13%, que ele recebe melhor tratamento que os pares.
A defesa de Bolsonaro apresentou na quarta-feira, 13, suas alegações finais no julgamento da trama golpista. Seus advogados pedem a absolvição do ex-presidente e a anulação da colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid.
Bolsonaro é acusado de “liderar” uma organização criminosa para dar um golpe de Estado após a eleição vencida por Lula. Mas o ex-presidente está em prisão domiciliar por decisão proferida em outro processo, no qual é investigado junto com o filho Eduardo Bolsonaro pela atuação do deputado federal nos Estados Unidos para pressionar a Justiça brasileira a favor do pai.
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