Castro retira apoio a Bacellar para sucessão no Rio?
Após crise envolvendo o presidente da Alerj, o governador afirmou que "o PL não irá apoiar qualquer um de outros partidos"
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou nesta segunda-feira, 11, que não está rompido politicamente com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil).
No entanto, o chefe do Palácio Guanabara disse que “não irá apoiar” qualquer candidato de fora de seu partido nas eleições de 2026.
“Não [estou rompido com Bacellar]. Acho que a relação institucional está aí. Eu sempre falo que tenho uma liderança, que é o presidente Jair Bolsonaro. Eu e o Flávio [Bolsonaro] conversamos muito e ficou decidido que o nosso partido, o PL, não irá apoiar qualquer um de outros partidos. Até saiu essa semana uma normativa sobre isso e, como partidário, estou seguindo a orientação da minha liderança. É preciso ter calma nesse negócio de sucessão. Tem um governador aqui e ele tem muita coisa pra fazer até o final”, disse Castro, que já havia sinalizado publicamente que apoiaria a candidatura de Bacellar.
Crise
A relação entre Castro e Bacellar se deteriorou após o presidente da Alerj decidir exonerar o secretário de Transporte, Washington Reis, durante uma viagem do governador o exterior.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), próximo aos dois, disse ter aconselhado Castro a revogar a exoneração Reis e negociar uma “saída no diálogo” entre Bacellar e o ex-secretário de Transportes.
No entanto, governador manteve a decisão de Bacellar e afirmou que a demissão de Reis “já vinha sendo tratada e discutida” entre os aliados, em razão de suas “sinalizações” desconectadas de seu grupo político.
“Ao longo de toda a minha trajetória, sempre acreditei que a boa política é feita com diálogo, respeito e muito trabalho. À frente do Governo do Rio, sempre primei para que, eu e todo o nosso time, colocássemos os interesses da população acima de qualquer ambição, política ou pessoal.
A demissão do secretário Washington Reis vinha sendo tratada e discutida, nas últimas semanas, por conta de suas sinalizações, desalinhadas ao nosso grupo político. Ela já estava em minha previsão e seria realizada após o retorno do meu período de férias.
Este fato não justifica o ato intempestivo e desrespeitoso do presidente da Assembleia em exonerá-lo sem a minha aprovação ou sem dialogar com os campos políticos de nossa base.
Mantenho a exoneração de Washington Reis, mas este assunto será discutido pelos presidentes de partidos do nosso campo político, já que a sucessão ao governo estadual é um projeto de um campo político e não de um desejo pessoal e descoordenado“, escreveu Castro.
Apesar da manutenção da medida tomada por Bacellar, o governador do Rio se distanciou do presidente da Alerj.
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