“Não vou desistir”, diz conselheiro de Trump sobre soltura de Bolsonaro
Em outro post, Jason Miller escreveu: “Libertem Bolsonaro… ou então”
Conselheiro e estrategista do presidente Donald Trump, Jason Miller (à esquerda na foto), afirmou neste domingo, 10, que “não vai parar” ou “desistir” até que o ex-presidente Jair Bolsonaro esteja “livre”. Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
A declaração de Miller foi feita no X em resposta a um seguidor que afirmou considerar o impeachment de Moraes mais importante do que a soltura de Bolsonaro.
Em outro post, Miller escreveu: “Libertem Bolsonaro… ou então”. Na publicação, ele compartilhou uma matéria do jornal O Globo que diz que ministros do STF estão “apavorados” de serem enquadrados na Lei Magnitsky.
Miller já teve problemas com Moraes. Em setembro de 2021, ele foi abordado pela Polícia Federal no aeroporto de Brasília durante um inquérito do STF sobre “milícias digitais”. Ele é fundador da rede social Gettr, criada em 2021 após suspensões em outras plataformas como Facebook e Twitter.
Vice de Rubio acusa Moraes de “usurpar poder ditatorial”
No sábado, como mostramos, o vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, também criticou a atuação de Moraes. Em publicação no X, ele afirmou que o magistrado “usurpou poder ditatorial ao ameaçar líderes dos outros poderes”.
“A separação de poderes entre diferentes ramos do governo é a maior garantia de liberdade já concebida pela mente humana. Nenhum ramo, ou pessoa, pode acumular poder demais se for controlado pelos outros. Mas uma separação formal de poderes não significa nada se um dos ramos tiver meios para intimidar os outros a abrir mão de suas prerrogativas constitucionais”, escreveu.
Landau disse que “o que está acontecendo agora no Brasil ressalta esse ponto: um único ministro da Suprema Corte usurpou poder ditatorial ao ameaçar líderes dos outros poderes — ou suas famílias — com prisão, encarceramento ou outras penalidades”.
Segundo o diplomata, “essa pessoa destruiu a relação historicamente próxima do Brasil com os EUA ao, entre outras coisas, tentar aplicar a lei brasileira extraterritorialmente para silenciar indivíduos e empresas em solo americano”.
Barroso com medo da Lei Magnitsky?
Luís Roberto Barroso tem indicado a pessoas próximas que pode deixar a Corte após o término de seu mandato como presidente, em setembro. Embora ainda não tenha tomado uma decisão definitiva, o Palácio do Planalto já monitora a possibilidade de abertura dessa vaga, conforme reportado pela CNN Brasil e confirmado por O Antagonista.
Barroso afirmou a aliados que considera ter cumprido sua missão e deseja sair no auge, como fez o ex-ministro Joaquim Barbosa. Ele também enfrenta a possibilidade de sanções sob a Lei Magnitsky.
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Comentários (1)
Ariadne
10.08.2025 22:34O Conselheiro de Trump deveria começar a pesquisar sobre a maior Operação de combate à corrupção! Até chegar à participação decisiva do ex-presidente na história do retrocesso do país! Os EUA não sabem 1/3 desta história...