Em resposta à prisão de Bolsonaro, oposição banca o MST e ocupa Mesa Diretora
A ideia é pressionar o presidente da Casa a pautar o projeto de Lei da Anistia que beneficiaria o ex-presidente da República
Integrantes da oposição ao governo Lula se inspiraram no Movimento Sem Terra (MST) e em resposta à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro ocuparam, nesta terça-feira, cinco lugares da Mesa Diretora da Câmara.
A ideia é pressionar o presidente da Casa a pautar o projeto de Lei da Anistia que beneficiaria tanto os réus do 8 de janeiro quanto o ex-presidente da República. A ocupação da Mesa Diretora havia sido anunciada anteriormente em coletiva de imprensa da oposição ao governo Lula.
Como registarmos mais cedo, a oposição no Congresso anunciou que fará obstrução na Câmara dos Deputados e no Senado, em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Além disso, os congressistas apresentaram aquilo que chamaram de “pacote da paz”, com propostas que consideram prioritárias no Parlamento e poderiam melhorar a relação entre os Poderes.
Entre as medidas estão o impeachment de Moraes, o projeto de lei que concede anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o foro privilegiado de parlamentares.
Os itens foram detalhados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em coletiva de imprensa, ao lado de outros líderes e parlamentares oposicionistas.
Segundo ele, o pacote é para que “o Brasil volte a olhar para a frente e quebre os seus retrovisores“. Flávio afirmou ainda que não tem mais condições de o Congresso não votar uma anistia “ampla, geral e irrestrita” e que ela não acontece porque há ameaças ao Congresso no sentido de que se votarem a matéria, ela será declarada inconstitucional. “E não é. É uma competência privativa do Congresso, e precisamos resgatar a independência dos Poderes”.
Sobre a PEC do fim do foro, o congressista argumentou que “toda a jurisprudência do Supremo foi alterada para manter Bolsonaro lá”. “Esse é um ponto. Michel Temer e Lula foram julgados aonde? Na primeira instância, como deveria estar acontecendo com o presidente Bolsonaro. Mas há ali uma articulação para que se mudasse esse entendimento”.
Além disso, disse, o foro é utilizado atualmente como um instrumento de pressão sobre deputados e senadores, “que acabam tendo que muitas vezes não fazer aquilo que é obrigação deles, porque podem sofrer algum tipo de ameaça em função de processos que estão no Supremo”.
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Comentários (2)
Otreblig50
06.08.2025 02:22Pela primeira vez ficaram algumas horas SEM MENTIR !!!! Kkkkk
Angelo Sanchez
05.08.2025 14:23Democracia é a voz do povo e não de um Ministro do STF, a lei é para todos e a Justiça só deve agir com provas concretas e não com denúncias de "delatores premiados", todos nós sabemos que existia um documento que previa intervenção em caso de irregularidades nas eleições, as maquinas de votar não possuem dupla checagem, mas, nada foi encontrado e a vida segue e também nunca foi encontrado nenhum documento prevendo simplesmente um golpe, porque um "descondenado" venceu a eleição.