Empresa investigada pela PF vence licitação de R$ 124 mi na Assembleia do Ceará

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Empresa investigada pela PF vence licitação de R$ 124 mi na Assembleia do Ceará

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Wilson Lima
2 minutos de leitura 29.07.2025 07:01 comentários
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Empresa investigada pela PF vence licitação de R$ 124 mi na Assembleia do Ceará

Solserv foi alvo da operação Firenze, deflagrada pela PF há menos de um mês, que apura suspeitas de irregularidades em licitações públicas

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Empresa investigada pela PF vence licitação de R$ 124 mi na Assembleia do Ceará
Foto: Arquivo Alece

Uma empresa investigada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) venceu uma licitação da Assembleia Legislativa do Ceará para terceirização de mão de obra. O contrato, estimado em 124,8 milhões de reais, foi firmado com a Solserv, sob gestão do presidente da Casa, deputado Romeu Aldigueri (PSB). O valor total previsto no edital era de 180,6 milhões de reais.

A empresa foi alvo da operação Firenze, deflagrada pela PF há menos de um mês, que apura suspeitas de irregularidades em licitações públicas, fraudes contratuais, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. Segundo os investigadores, o grupo usava pessoas interpostas, os chamados “laranjas”, para simular concorrência em certames públicos.

Entre os investigados está Eduardo Firenze, irmão de Álvaro Porto (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco. A operação apura contratos suspeitos que somam mais de 800 milhões de reais, dos quais 214 milhões de reais teriam sido pagos com recursos federais entre 2021 e 2024.

Mesmo com alertas de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) e o Gaeco, a Solserv mantém contratos ativos com administrações públicas. Um deles, com o governo da Paraíba, tem valor de 117 milhões de reais

No caso da Assembleia cearense, o contrato prevê a contratação de 1.625 trabalhadores, com salários que variam entre 1,6 reais e 18,5 mil reais. O resultado do pregão eletrônico nº 90020/2025 foi divulgado em sessão pública em 21 de maio e está disponível no site oficial do legislativo.

A proposta da Solserv está sendo contestada por uma concorrente, que aponta irregularidades como a apresentação de uma taxa de administração negativa de 1,99%. O edital determina que taxas inferiores a 1% são presumivelmente inexequíveis, o que exige comprovação de viabilidade econômica.

Na contestação, as empresas concorrentes apontaram que a empresa vencedora apresentou “valores artificiais, mediante ocultação de seus custos reais”. “Tal situação pode comprometer substancialmente a execução do contrato”, informa a empresa Fortal Terceirização de Mão de Obra, autora de um dos questionamentos da licitação.

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Wilson Lima

Wilson Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Maranhão. Trabalhou em veículos como Agência Estado, Portal iG, Congresso em Foco, Gazeta do Povo e IstoÉ. Acompanha o poder em Brasília desde 2012, tendo participado das coberturas do julgamento do mensalão, da operação Lava Jato e do impeachment de Dilma Rousseff. Em 2019, revelou a compra de lagostas por ministros do STF.

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Comentários (5)

José João Tavares Junior

29.07.2025 15:17

O Ceará virou terra sem lei? A Solserv, *empresa investigada pela PF* na Operação Firenze por fraudes em licitações, acaba de ser contemplada com um contrato de **R$ 124 milhões** pela Assembleia Legislativa. Enquanto a Polícia Federal desmonta o esquema, o Legislativo cearense abre as porteiras do erário para os mesmos investigados. Onde estava o TCE-CE, que deveria barrar essa licitação suspeita? Onde estava a governadora Izolda Cela (PDT), que se cala enquanto o estado vira refém de contratos superfaturados? E os deputados estaduais, que fingem não ver a roubalheira? Até quando o contribuinte vai bancar essa máfia de licitações viciadas? Precisamos prender metade da classe política para isso parar? Porque, pelo visto, enquanto houver conluio entre empresas, políticos e órgãos de controle, o Brasil continuará sendo o paraíso da corrupção.


José João Tavares Junior

29.07.2025 09:34

Não é surpresa, mas sempre choca: a mesma empresa investigada pela PF por fraudes em licitações acaba de ganhar um contrato de R$ 124 milhões na Assembleia do Ceará. Enquanto a Operação Firenze expõe um esquema de corrupção, o poder público segue premiando os suspeitos com dinheiro público. É o Brasil que não muda: os investigados viram ‘preferenciais’ do sistema, e o contribuinte paga a conta. Cadê o Ministério Público? Cadê a Justiça?


Marian

29.07.2025 08:43

De novo e sempre isso! A corrupção é uma traição rasteira, pequena, movida pela ambição de incompetentes, que incapazes de ganhar dinheiro com talento, valem-se de sua desonestidade para alcançar seus objetivos. Não se importam, que isso custe o futuro do país e de pessoas, que seguirão suas vidas sem poder evoluir.


Clayton De Souza pontes

29.07.2025 08:28

O Ceará tem sido o polo de operações da PF. Será que alguém vai pra cadeia dessa vez? O STF tem que parar de blindar esses corruptos amigos


Denise Pereira da Silva

29.07.2025 07:45

E nada acontece com esses gestores e administradores públicos que viabilizam essas falcatruas. O crime cada vez mais compensa nesse Brasil onde a palavra corrupto já está normalizada. Pobre Brasil anestesiado e dominado pela bandidagem generalizada.


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