Polícia prende suspeito por ataques a 16 ônibus na Grande São Paulo
Com o homem detido, a polícia encontrou estilingues, pedras e outros materiais para futuros ataques
A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta terça-feira, 22, um homem suspeito de ter participado em pelo menos 16 ataques a ônibus na região da Grande São Paulo.
A Secretaria da Segurança Pública do estado informou que a prisão ocorreu em São Bernardo do Campo após trabalho de inteligência e cruzamento de dados.
Segundo a TV Globo, o homem confessou os ataques em depoimento formal. Ao menos 15 atos de vandalismo foram realizados em São Bernardo e um na capital paulista.
Em São Paulo, o ataque ocorreu na avenida Jorge João Saad, no Morumbi, na Zona Oeste. Uma criança foi atingida por estilhaços de vidro na ocasião.
Com o homem detido, a polícia encontrou estilingues, pedras e outros materiais que seriam utilizados em futuros ataques.
Investigação
A Polícia Civil trabalha com três linhas de investigação: ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), desafios de internet e empresas ou pessoas que atuam com transporte urbano coletivo.
Policiais do Deic contaram à TV Globo que a disputa entre empresas é, por enquanto, a principal delas, embora reconheça que houve um efeito de “contaminação” na depredação dos ônibus.
Além dos gastos com manutenção, as empresas cujos ônibus são atacados recebem multas da prefeitura pelo tempo de não circulação dos veículos.
Desde 1º de junho, 813 ataques a ônibus foram registrados em 27 cidades.
O Deic aponta que 80% dos casos ocorreram nas zonas Sul e Oeste da cidade de São Paulo.
Demora
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, reconheceu na segunda-feira, 14, a demora na investigação sobre a onda de ataques a ônibus na capital paulista.
“Está demorando [a elucidação da onda de ataques], eu reconheço. Reconheço. Até faço aqui uma crítica à Polícia Civil. Porque, quando a gente tem que elogiar, tem que elogiar, mas também quando tem que criticar, tem que criticar. Está demorando, mas a certeza que a gente tem é que a Polícia Civil vai chegar numa conclusão de identificar quem são essas pessoas e à punição”, disse o prefeito em entrevista à Globonews.
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