Casa Branca rebate Lula sobre Trump ser “imperador do mundo”
Segundo a porta-voz, o republicano "é um presidente forte para os Estados Unidos e também é o líder do mundo livre"
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, rebateu nesta quinta-feira, 17, a declaração do presidente Lula (PT) sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não se esquecer que foi eleito para governar o país, e não para ser o “imperador do mundo”.
Segundo Karoline, o republicano “não está tentando ser o imperador do mundo”, mas é “um presidente forte” para o seu país e “líder do mundo livre”.
Ela também citou a abertura de uma investigação formal do Brasil com base na ‘Seção 301’ da legislação comercial para apurar supostas “práticas estrangeiras injustas” contra empresas americanas.
O Antagonista reproduz a íntegra da declaração da porta-voz da Casa Branca:
“Certamente, o presidente não está tentando ser o imperador do mundo. Ele é um presidente forte para os Estados Unidos da América e também é o líder do mundo livre. E vimos uma grande mudança em todo o globo por causa da forte liderança deste presidente.
Em relação ao Brasil, o presidente enviou uma carta ao Brasil anunciando sua nova porcentagem de tarifas e também dirigiu nosso Embaixador de Comércio dos EUA [Jamieson Greer] para iniciar uma investigação do Brasil sob a ‘Seção 301’ da Lei Comercial de 1974, criada para práticas estrangeiras injustas que estão afetando o comércio dos EUA.
Por anos, sabemos que a regulamentação digital do Brasil e proteções de PI [Propriedade Intelectual] fracas prejudicaram a tecnologia dos EUA e empresas inovadoras e a sua tolerância ao desmatamento ilegal e outras práticas ambientais colocam fabricantes, produtores americanos, agricultores e pecuaristas – que seguem melhores padrões ambientais – em desvantagem competitiva.
Então, este presidente [Donald Trump] sempre age no melhor dos interesses do povo americano e dos Estados Unidos da América e ele continuará a fazê-lo“, disse.
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O que disse Lula
Em entrevista à CNN nesta quinta, 17 , Lula citou os meios pelos quais o Brasil pode responder à decisão dos EUA de impor as tarifas de 50%.
“Estamos tentando falar com pessoas lá, mas também estamos nos preparando para dar uma resposta a isso. O que tenho dito publicamente é que usaremos todas as palavras que existem no dicionário para tentar negociar. Se não conseguirmos chegar a um acordo, posso assegurar que iremos à Organização Mundial do Comércio, ou podemos reunir um grupo de países para responder, ou podemos usar a Lei de Reciprocidade, que foi aprovada pelo Congresso Nacional”, afirmou.
“É assim que vai funcionar. Lamento que dois países que têm uma relação histórica de 201 anos prefiram brigar por meios judiciais, porque um presidente não está respeitando a soberania do outro”.
O petista disse que Trump não pode esquecer que foi eleito para governar os Estados Unidos, e não para ser o “imperador do mundo“.
Lula já havia dito que negociou mais do que o presidente americano em sua trajetória política.
“Eu nasci aprendendo a fazer negociação. Eu tenho certeza que o presidente americano jamais negociou 10% do que eu negociei na minha vida. Jamais. Então, se tem uma coisa que eu sei na vida é negociar. E é por isso que o Brasil é um defensor do multilateralismo. Porque, depois da Segunda Guerra Mundial, o multilateralismo permitiu que os Estados pudessem viver mais ou menos em harmonia, com respeito à soberania de cada Estado”, afirmou.
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Comentários (2)
Ita
18.07.2025 09:21O Lula deveria fechar a "matraca" e deixar o Itamaraty resolver isso. Ele, que se julga iluminado, entender de tudo, só atrapalha com essa verborragia.
Fabio B
17.07.2025 17:26Protejam seu patrimônio.