Roberto Justus e Ana Paula Siebert acionam Justiça após ataques
Professor aposentado da UFRJ sugeriu “guilhotina” para filha do casal
O empresário Roberto Justus e sua mulher, Ana Paula Siebert, informaram neste domingo, 13, que entraram com um processo criminal contra autores de ataques virtuais dirigidos à filha do casal, Vicky, de 5 anos.
Em comunicado publicado nos perfis dos dois no Instagram, eles afirmaram:
“Confiamos que a Justiça dará a resposta necessária a essas pessoas para que respondam por essa agressão infundada e sem sentido. Agradecemos o apoio e carinho que recebemos de tantas pessoas.”
Os ataques começaram após Justus publicar, em 4 de julho, uma foto em que Vicky aparece com uma bolsa de grife, supostamente avaliada em R$ 14 mil.
A imagem gerou comentários críticos nas redes sociais.
Um dos perfis que repercutiu a foto foi o do professor aposentado da UFRJ Marcos Dantas, que escreveu: “Só a guilhotina…”.
O casal não detalhou quais perfis foram incluídos nas ações, mas afirmou que confia na responsabilização judicial dos envolvidos.
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Professor alega “metáfora”
O professor titular aposentado da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ) Marcos Dantas Loureiro alegou ter usado apenas uma “metáfora” no comentário em que sugeriu “guilhotina” contra a família de Justus.
Para divulgar a nota, Marcos Dantas teve de abrir a conta que havia fechado após a repercussão negativa de seu ataque. O Antagonista verificou, então, na timeline do dito professor que ele tem um histórico de 28 postagens citando a palavra “guilhotina”, um monte delas em defesa de seu uso contra pessoas ricas e/ou das quais ele diverge (bem como feitas durante os anos em que ainda era professor titular da ECO-UFRJ).
Em 22 de março de 2020, no começo da pandemia, ele já havia comentado uma postagem crítica ao próprio Roberto Justus, manifestando o desejo de operar a máquina que executaria o empresário. Na ocasião, veio a público um áudio em que Justus criticava a “histeria absolutamente desproporcional” com a Covid-19, duvidando da projeção de 1 milhão de mortos no Brasil.
O militante Dudu Guimarães compartilhou o referido áudio, comentando que “não tem como não odiar rico”. Outra usuária comentou: “Eu tento ser uma pessoa antipunitivista, mas me é impossível não sentir nojo da baixessa [sic] desse tipo de pensamento.”
Marcos Dantas, em seguida, disparou: “Sou o oposto: adoraria ter emprego de operador de guilhotina…”
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Comentários (6)
Angelo Sanchez
14.07.2025 16:21Acho que tudo não passa de assunto para que Justus volte a ser lembrado, quem sabe ele quer voltar para a política, até se candidatar para Presidente da República.
Clayton De Souza pontes
14.07.2025 13:57Confusão que poderá render boas dores de cabeça pra esse aposentado sem noção. Vamos ver se a justiça é cega ou tem duplo padrão moral
LuÃs Silviano Marka
14.07.2025 10:21Torcendo pra família Justus montar uma bela banca com os advogados mais marvados que o dinheiro puder contratar, pra enterrar em dívidas impagáveis pro resto da vida os imbecis facínoras que fizeram apologia à violência contra uma criança.
Luis Eduardo Rezende Caracik
14.07.2025 08:20Caro Aldo, isso nada tem a ver com direita ou esquerda e sim com limites entre certo e errado, entre aceitável e inaceitável, no convívio social e entre humanos.
ALDO FERREIRA DE MORAES ARAUJO
14.07.2025 07:57Caro leitor Luís Eduardo Caracik, se isso chegar no STF será anulado, o professor e os outros são claramente de esquerda, se não acontecer de Lula conceder um perdão presidencial antes.
Luis Eduardo Rezende Caracik
14.07.2025 07:24Faz muito bem e espero que o judiciário não falhe desta vez. Isso é uma amostra perfeita do discurso de ódio nas redes, que tem que ser coibido, e quando ocorrer, ser severamente punido.