“Culpado é Moraes”, diz Eduardo ao minimizar influência de Lula em tarifaço
Deputado afirma que o Brasil jamais passaria por uma taxação "se ele não tivesse prendido inocentes em massa e assassinado Clezão"
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi ao X – antigo Twitter – minimizar a responsabilidade do presidente Lula no tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para ele, o culpado pela taxa de 50% aos produtos brasileiros é o ministro do STF Alexandre de Moraes.
“Lula contribuiu, é verdade. Mas o principal culpado pela Tarifa-Moraes chama-se Alexandre de Moraes”, disse Eduardo.
“Se ele não tivesse prendido inocentes em massa, assassinado Clezão, expulsado X, congelado contas da Starlink, impedido operação da Rimble e Truth no Brasil, acelerado processo contra Jair Bolsonaro e seus apoiadores, ter dado missão para Benedito Gonçalves cumprir, interferido na eleição de 2022 e etc, jamais teríamos a Tarifa-Moraes de 50%”, declarou o parlamentar, que concluiu.
“A boa notícia é que para retirar a Tarifa-Moraes basta fazer o oposto”.
Deputada quer bloqueio de bens de Eduardo Bolsonaro
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes o bloqueio de bens do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e de doações recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Eduardo é acusado pela parlamentar do PSOL de articular com o presidente Donald Trump a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos.
A petição foi protocolada nesta quinta-feira. No pedido, a parlamentar argumenta que as doações recebidas por Jair Bolsonaro estão sendo usadas para financiar a permanência de Eduardo no exterior.
De acordo com a peça, a medida anunciada por Trump nesta quarta-feira uma forma de retaliação contra decisões do STF e foi usada por Eduardo como instrumento de pressão para que o Supremo e o Congresso concedam anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A deputada afirma que o parlamentar se licenciou do mandato para agir nos EUA como “articulador político” e que suas declarações configuram tentativa de desestabilização institucional.