CEO do Rumble agradece reconhecimento de Trump em carta enviada a Lula
Chris Pavlovski afirmou que a plataforma foi "ilegalmente expulsa" do Brasil por ordem do STF
O CEO do Rumble, Chris Pavlovski, agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por defender a liberdade de expressão e “reconhecer” como a empresa” foi “ilegalmente expulsa” do Brasil, em carta informando o presidente Lula (PT) sobre as tarifas extras de 50% a todos os produtos brasileiros.
“Obrigado, Presidente Trump, por defender os direitos de liberdade de expressão e reconhecer como o Rumble foi ilegalmente expulso do mercado brasileiro. Enquanto muitas outras plataformas cederam às exigências de censura do Supremo Tribunal Federal (incluindo X), o Rumble não cedeu e não cederá”, postou no X.
A menção de Pavlovski sobre a própria empresa refere-se à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF, de bloquear a plataforma no país.
Em fevereiro, ele obrigou a Rumble a nomear um representante legal no Brasil e estabeleceu o pagamento de multas à empresa. No mês seguinte, o STF formou maioria para confirmar o entendimento de Moraes de suspender o funcionamento do Rumble em território nacional.
Em trecho da carta enviada ao presidente Lula (PT), Trump acusou o STF de violar a liberdade de expressão de americanos e emitir “ordens de censura SECRETAS E ILEGAIS” contra plataformas de mídias sociais dos EUA.
“Em parte devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos (como demonstrado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil, que emitiu centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS a plataformas de mídia social dos EUA, ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro), a partir de 1º de agosto de 2025, cobraremos do Brasil uma tarifa de 50% sobre todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os Estados Unidos, separada de todas as tarifas setoriais existentes. Mercadorias transbordadas para tentar evitar essa tarifa de 50% estarão sujeitas a essa tarifa mais alta“, escreveu Trump.
Leia mais: Trump cita “ordens de censura” e Bolsonaro ao impor tarifas de 50% ao Brasil
Ação contra Moraes
O Rumble e a Trump Media and Tecnhology Group Corp, do presidente americano Donald Trump, ingressaram com uma ação judicial conjunta nos Estados Unidos contra Moraes.
No processo movido na Flórida, os grupos alegaram que as decisões do ministro excluindo as contas do influenciador bolsonarista Allan dos Santos violam a soberania dos EUA, país cujas plataformas digitais estão sediadas.
“Moraes agora está tentando contornar completamente o sistema legal americano, utilizando ordens sigilosas de censura para pressionar redes sociais americanas a banir o dissidente político em nível global”, afirmou o CEO da empresa, Chris Pavlovski.
Decisão nos EUA
A juíza distrital Mary Scriven decidiu que a Rumble, ou qualquer empresa americana, não precisaria cumprir ordens de nenhum ministro estrangeiro, entre os quais Moraes, como a de remover os perfis do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, que vive nos Estados Unidos.
Segundo a magistrada americana, Moraes não seguiu os tratados internacionais usuais para intimar a Rumble.
Junto com a Trump Media, do presidente dos EUA, Donald Trump, a plataforma havia entrado na semana passada com um pedido liminar na Justiça para barrar decisões do ministro do STF.
As empresas alegaram risco de “danos irreparáveis”, caso sejam obrigadas a cumprir as determinações em território americano.
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