Secretário-geral da Otan teme ataque conjunto de China e Rússia
Segundo Rutte, o plano de Xi seria simples: "Vou atacar Taiwan e preciso que você me ajude a manter a Europa ocupada, atacando áreas da Otan"
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, expressou preocupações sobre a possibilidade de um ataque conjunto entre China e Rússia, caso a primeira decida avançar militarmente sobre Taiwan.
Em uma entrevista à “New York Times”, Rutte ressaltou que Beijing poderia solicitar a Moscou que realizasse um ataque em território da Otan para desviar a atenção dos aliados ocidentais.
Desde há algum tempo, o presidente chinês Xi Jinping parece estar determinado a unificar Taiwan ao território continental, mesmo que isso signifique o uso da força.
Segundo Rutte, o plano de Xi seria simples: “Vou atacar Taiwan e preciso que você me ajude a manter a Europa ocupada, atacando áreas da Otan”.
Para prevenir tal cenário, Rutte afirmou que a Otan deve se fortalecer como um todo para garantir que ações russas não sejam consideradas viáveis.
Ele enfatizou também a necessidade de uma colaboração mais estreita com a região do Indo-Pacífico, alertando que a falta de união pode resultar em uma ofensiva conjunta por parte da China e da Rússia.
Tensões entre China e Taiwan
Atualmente, as tensões entre China e Taiwan estão em alta, com Beijing realizando exercícios militares perto da ilha.
Para a China, Taiwan é vista como uma província rebelde que deve ser reunificada com o continente, se necessário por meio de ação militar. Nos últimos anos, o governo chinês intensificou suas manobras militares nas proximidades da ilha.
Na última semana, Beijing expandiu uma rota aérea civil controversa nas proximidades de Taiwan pela terceira vez. Essa medida ocorre antes do início de grandes exercícios militares planejados por Taiwan, que começam nesta quarta-feira e se estenderão até 18 de julho.
Ursula von der Leyen
Em meio a esse contexto, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, criticou publicamente a postura da China em relação ao conflito na Ucrânia.
Durante uma sessão no Parlamento Europeu em Estrasburgo, ela afirmou que “a China está permitindo de fato a economia de guerra da Rússia”, apontando que o suporte contínuo de Pequim a Moscou contribui para aumentar a instabilidade na Europa.
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