A esquerda ataca os super-ricos e Nikolas finge defendê-los
A sociedade civil e a iniciativa privada - e só elas - são as reais indutoras do desenvolvimento de uma nação
A esquerda mundial, especialmente a latino-americana, e mais especialmente a brasuca, sempre impregnada de um moralismo hipócrita contra o “grande capital”, como se em época de eleições não corresse ligeira para o colo dos endinheirados em busca de financiamento de campanha, insiste, em pleno século XXI, em demonizar quem enriquece – e os enriquece.
Só que há um dado bruto que desmonta a fantasia igualitarista: nenhuma sociedade ficou menos pobre distribuindo miséria. Todas que reduziram a pobreza o fizeram criando riqueza. Em 1981, 88% da população chinesa, por exemplo, vivia abaixo da linha de pobreza extrema (menos de US$ 2,15 por dia em paridade de poder de compra, de acordo com o Banco Mundial).
Porém, após as reformas pró-mercado iniciadas por Deng Xiaoping e incrementadas por Xi Jinping, esse índice despencou para menos de 0,2%, em 2022, sempre segundo o Banco Mundial (2023). Foram mais de 800 milhões de pessoas retiradas da miséria em 40 anos, no maior processo de redução de pobreza da história humana até hoje.
Fatos e argumentos
Na Índia, o mesmo movimento: em 2004, 38% viviam em pobreza extrema; em 2019, caiu para 10%, de acordo com dados do Banco Mundial e do Pew Research Center. Com crescimento econômico acelerado após as reformas liberais nos anos 1990, o país criou uma nova classe média com mais de 300 milhões de pessoas – quase um EUA inteiro.
Mas, enquanto isso, a esquerda brasileira segue pregando um distributivismo que mata o incentivo, o mérito e a produtividade, baseando-se na ideia infantil de que riqueza é um bolo fixo: se um fica rico, o outro fica pobre. Falso. Riqueza é criação de valor, e não soma zero. Empreendedores não retiram dinheiro de pobres – geram renda, impostos e empregos.
Entre 2002 e 2016, sob governos lulopetistas, o Brasil teve um crescimento médio anual de apenas 2,8% (IPEA, 2022). No auge do boom de commodities (2004-2010), houve expansão, mas sem reformas estruturais. Resultado: em 2014, ainda na pré-recessão, 24,8% dos brasileiros viviam com menos de R$ 420 per capita mensais, segundo o IBGE.
A história não mente
Após o colapso fiscal de Dilma Rousseff e o triênio mais recessivo da nossa história (2014 a 2016), a pobreza extrema voltou a subir, mostrando que os programas de transferência de renda aliviam, mas não eliminam a miséria estrutural sem um crescimento econômico robusto e sustentado de médio e longo prazos – algo que a esquerda jamais ouviu falar.
Mesmo com o Bolsa Família, o Brasil manteve níveis de pobreza elevados: em 2022, 12,7% da população (cerca de 27 milhões) vivia com menos de US$ 2,15 ao dia – dados do Banco Mundial (2023). E ainda, segundo o World Inequality Lab, os 50% mais pobres detêm apenas 10% da renda nacional, quadro que não melhorou com os anos de PT no poder.
O que houve, como amplamente sabido, foi tão somente o aumento do consumo por crédito subsidiado, sem a criação real de capital humano ou produtividade sistêmica – por isso o crescimento foi pífio e a desigualdade relativa permaneceu praticamente inalterada. Se há algo capaz de reduzir a miséria sem destruir a dignidade individual é… o mercado!
Para cada fantasia, uma realidade
Somente a combinação de liberdade econômica, segurança jurídica, capital humano e investimento privado é capaz de trazer a tão sonhada prosperidade. Não existe exemplo histórico de país que tenha se tornado rico e democrático, demonizando empresários. A esquerda odeia a riqueza porque ela desmonta sua narrativa retrógrada e falaciosa.
Entre 1990 e 2020, a proporção de pessoas em pobreza extrema no mundo caiu de 38% para 9% (Our World in Data, com base no Banco Mundial). Esse avanço colossal não se deveu a socialistas revolucionários, mas à globalização, à expansão do livre comércio e ao crescimento econômico impulsionado pela iniciativa privada. E isso não é opinião; é fato.
Para a mentalidade socialista, contudo, a pobreza é útil: ela alimenta o discurso, legitima o Estado inchado e eterniza políticos populistas. A riqueza, ao contrário, dá liberdade ao indivíduo. Um cidadão independente economicamente é um cidadão perigoso para quem governa com cabresto. É alguém que pensa antes de votar e pode mudar o rumo.
Um país empreendedor
Defender a prosperidade não é idolatrar bilionários nem acreditar que só há “santos” no jogo bruto do “grande capital”. É entender que sem a criação de riqueza, não há emprego; sem emprego, não há renda; sem renda, não há dignidade. E sem dignidade, resta o que a esquerda mais ama: um povo ajoelhado, manipulável e dependente de migalhas estatais.
No Brasil, especialmente, sabemos bem como se dão certas relações bilionárias. Mas nem por isso podemos deixar de considerar que a força-motriz da economia é a iniciativa privada, e não o Estado paquidérmico, incompetente e corrupto. Pregar contra o sucesso empresarial e financeiro é desestimular o surgimento de empresas e empresários.
Para a sorte do país, a mentalidade da população mudou bastante. As últimas pesquisas de opinião mostram com clareza que o “brasileiro médio” deixou de acreditar no Estado e passou, ele mesmo, a “correr atrás” da prosperidade. Infelizmente, ainda que restrito às bolhas esquerdistas e ao governo Lula, o sentimento antiliberal ainda permanece atuante.
Não há heróis na política
Porém, jamais se enganem. Os poucos políticos verdadeiramente liberais que temos não se confundem com os Nikolas da vida. Recorram às votações dele e de seu partido, o PL, na Câmara dos Deputados. Aliás, o ministro Fernando Haddad – até ele – fez picadinho das falácias do bolsokid TikToker, especialista em comunicação, mas ignorante no resto.
Juntos e misturados, políticos e partidos de todos matizes atuam contra a sociedade e contra o progresso econômico do país. Criam, votam e aprovam medidas que beneficiam a si mesmos, em detrimento do dinheiro da população: fundo partidário, fundo eleitoral, super salários, emendas, anistia de multas etc. São (quase) todos, “farinha do mesmo saco”.
A sociedade civil e a iniciativa privada – e só elas – são as reais indutoras do desenvolvimento de uma nação. Estado bom é aquele que pouco aparece, cumpre suas funções básicas, gasta o mínimo e não atrapalha. Ou seja, nada disso que temos no Brasil. E jamais tivemos. Mesmo sob um governo (Bolsonaro), em tese, menos pior que o atual.
Faça o que digo, não faça o que faço
O novo vídeo de Nikolas Ferreira (PL), como de costume, traz fatos reais e defende bandeiras corretas, porém, para não variar, mistura “alhos e bugalhos”, cria alarido, não traz soluções e acaba servindo, única e exclusivamente, como panfleto político-partidário. E não. Os super-ricos não irão embora do país – como até hoje não foram.
Primeiro, que a América do Sul não é a Europa, onde mudar-se de país equivale a mudar-se de cidade. Segundo, que dadas as relações promíscuas entre boa parte dos bilionários e os três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), nas três esferas (municipal, estadual e federal), aqui sempre será mais vantajoso que qualquer nação vizinha.
Obviamente, a pregação petista contra os super-ricos empobrece o debate, desincentiva o investimento e apequena a cultura empreendedora. Ou seja, benefício zero! Mas, daí a causar um êxodo em massa de empresas e empresários, como Nikolas alardeia, é algo impensável. Melhor faria o rapaz se votasse de forma coerente com suas críticas.
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Comentários (2)
Junior
09.07.2025 06:10Ele é um perigo em potencial para o futuro desse Brasil, já tão cambilido
Eliane ☆
08.07.2025 15:02Nikolas é um inútil. Ele apoiou a candidatura do Pablo Marçal. Está sempre "trocando os pés pelas mãos ". Eu quero distância desse deputado" tiktoker ".