Israel divulga números da operação militar contra o Irã
Exército afirma ter destruído metade dos mísseis iranianos e eliminado 30 comandantes
O exército de Israel divulgou nesta terça, 1º, os dados finais da operação Rising Lion, conduzida contra o Irã em junho.
Em infográfico publicado nas redes sociais oficiais, as Forças de Defesa de Israel afirmam que a ação incluiu 1.270 missões aéreas, destruição de 50% dos lançadores de mísseis iranianos, ataque a três instalações nucleares e morte de mais de 30 altos oficiais ligados à segurança do regime islâmico
A ofensiva também incluiu a interceptação de mais de mil drones e mísseis disparados em retaliação. Segundo as FDI, os sistemas de defesa registraram eficácia superior a 99%, com tempo médio de resposta de 15 minutos por incidente.
Entre os alvos atingidos estão instalações nucleares em Natanz, Fordow e Isfahan. Fontes ligadas ao governo iraniano reconheceram danos em parte dessas estruturas. A morte do comandante da Guarda Revolucionária, general Hossein Salami, foi confirmada por autoridades de Teerã dias após o ataque.
O nome da operação, Rising Lion, é interpretado por analistas como uma alusão ao antigo símbolo nacional do Irã anterior à Revolução Islâmica de 1979, o emblema do Leão e Sol, tradicional na bandeira persa da dinastia Pahlavi.
Utilizado hoje por grupos opositores ao regime dos aiatolás, o símbolo representa a herança histórica do país anterior ao governo teocrático.
A escolha do nome é vista como uma provocação calculada ao atual governo iraniano.
A operação representa o maior ataque israelense ao Irã desde o início da crise nuclear.
Embora o governo de Israel não tenha anunciado formalmente o fim da ação, a publicação do balanço é interpretada como marco conclusivo da fase principal da ofensiva.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)