Grupo jihadista pouco conhecido reivindica autoria de ataque em igreja de Damasco
Embora as autoridades sírias tenham atribuído a responsabilidade pela tragédia ao Estado Islâmico, foi o menos conhecido grupo extremista sunita Saraya Ansar al-Sunna que reivindicou o atentado suicida
O grupo Saraya Ansar al-Sunna divulgou uma declaração afirmando que seus combatentes estão prontos para novas ações e que “o que está por vir não deixará ninguém em paz”.
Essa afirmação foi feita em resposta a um ataque que deixou 25 mortos e dezenas de feridos em uma igreja na capital síria, Damasco.
Embora as autoridades sírias tenham atribuído a responsabilidade pela tragédia ao Estado Islâmico, foi o menos conhecido grupo extremista islâmico sunita Saraya Ansar al-Sunna que reivindicou o atentado suicida ocorrido no último domingo, 22 de junho.
O ataque, que abalou a comunidade cristã da região, foi detalhado em uma mensagem publicada no Telegram, onde o grupo afirmou que um de seus membros detonou explosivos na Igreja de São Elias, localizada no bairro de Dwelaa.
As autoridades islamitas que chegaram ao poder após a derrubada de Assad rapidamente descartaram essa versão, rotulando-a como “falsa e fabricada”. Elas também anunciaram a realização de várias prisões durante uma operação de segurança contra células associadas ao Estado Islâmico.
O atentado ocorrido é considerado o primeiro ataque suicida dentro de uma igreja na Síria desde o início do conflito civil em 2011, conforme informações do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
Este incidente acontece em meio a um cenário marcado por tensões sectárias, incluindo massacres contra membros da comunidade alaouita e confrontos com combatentes druzos.
As crescentes ondas de violência levantam preocupações sobre a capacidade do governo, sob a influência do grupo islamista Hayat Tahrir al-Cham (HTS), de controlar elementos radicais.
O HTS, que anteriormente tinha ligações com a Al-Qaeda, rompeu esses laços em 2016 e é acusado de estar envolvido em massacres ocorridos em março, que resultaram na morte de aproximadamente 1.700 pessoas, a maioria civis alaouitas.
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