Ministro de Israel diz que judeus devem sair do Reino Unido e da Bélgica: “Já caíram”
Amichai Chikli afirmou que esses países “já caíram” e seriam incapazes de proteger suas comunidades judaicas
O ministro de diáspora de Israel, Amichai Chikli, afirmou em entrevista ao podcast The Owl que a situação dos judeus no Reino Unido e na Bélgica atingiu um ponto crítico.
Segundo ele, esses países “já caíram” e os judeus que vivem neles devem “levantar e sair”.
Chikli disse que “a Bélgica e o Reino Unido foram em grande parte conquistados” e advertiu que, sem uma mudança política radical, ambos poderão ser “conquistados por islamistas”.
Para ele, o multiculturalismo europeu falhou “lamentavelmente”, ao permitir o avanço de ideologias extremistas em vez de promover inclusão.
O ministro afirmou ainda que os governos locais estariam “submissos” a esses grupos.
Chikli classificou o Reino Unido como “o lugar mais hostil para judeus no Ocidente” e declarou que a Bélgica “não tem mais soberania para proteger os judeus”.
Segundo ele, a comunidade judaica nesses países deveria buscar refúgio em Israel.
As falas geraram reações de organizações judaicas e representantes de comunidades na Europa.
Consultores de segurança negam que os governos sejam incapazes de garantir proteção às minorias.
Um blogueiro belga afirmou que as autoridades mantêm cooperação contínua com instituições judaicas, oferecendo segurança a sinagogas, escolas e centros culturais, inclusive com vigilância e patrulhamento.
Líderes políticos como Bart De Wever, prefeito de Antuérpia, e Georges‑Louis Bouchez, presidente do partido MR, já manifestaram apoio público às comunidades judaicas.
Críticos dizem que Chikli costuma adotar um discurso que associa o retorno dos judeus a Israel à segurança da comunidade.
O episódio ocorre em meio à intensificação das ações militares de Israel contra o Irã e no enfrentamento com o Hamas.
Chikli tem vinculado a imigração judaica à Israel como uma forma de reação política e estratégica. Até o momento, os governos britânico e belga não emitiram resposta oficial às declarações.
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