Ministro entra na mira da Câmara por mãozinha da ‘Agência Lula’ ao Irã
Agência Brasil tenta colocar no mesmo patamar o regime teocrático dos aiatolás e a única democracia do Oriente Médio
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) apresentou um requerimento de informação ao ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, para que o governo federal preste explicações sobre a cobertura “parcial e ideologicamente orientada” da Agência Brasil acerca da guerra entre o Irã e Israel.
Como mostramos, a “Agência Lula” destacou, na quinta-feira passada, um material intitulado “Conheça o programa secreto de Israel que pode ter 90 bombas atômicas”. “A pressão exercida pelas potências ocidentais contra o programa nuclear do Irã contrasta com a ausência de cobrança em relação ao programa nuclear de Israel”, diz o texto publicado pela agência estatal brasileira.
O que o texto da Agência Brasil omite é que o regime iraniano tem como meta declarada “apagar” Israel do mapa, e que é por conta disso que os israelenses lançaram ataques preventivos dirigidos especificamente a alvos militares do Irã.
Responsabilidade Estatal x Agência Lula
No pedido de explicações sobre a cobertura enviesada da Agência Lula, Gayer afirma que a Agência Brasil “tem a responsabilidade de oferecer informação jornalística de forma imparcial, transparente e equilibrada, cumprindo os princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade e publicidade no uso da comunicação pública”.
“No entanto, vêm sendo registradas críticas contundentes à cobertura promovida pela Agência Brasil sobre temas sensíveis da política internacional, especialmente no que tange ao conflito envolvendo Israel e o Irã”, descreve o parlamentar.
“A ausência de contextualização histórica e geopolítica, bem como a tentativa de relativizar as ações de grupos terroristas, torna-se ainda mais evidente na matéria ‘Entenda as origens do conflito entre Israel e Irã’, que caracteriza o Irã como líder de um suposto “eixo de resistência islâmica” e cita, sem crítica ou contraponto, atores reconhecidamente envolvidos em ataques contra civis inocentes e atentados internacionais”, acrescenta.
No pedido de informações, o parlamentar questiona aspectos como os critérios editoriais para temas de política internacional, se a direção da Agência Brasil tem conhecimento ou determinam diretrizes editorias para o conflito ou mesmo se existe algum processo de checagem de informações publicadas pela agência.
Em nota encaminhada para este portal, o Ministério das Comunicações informou que “a Agência Brasil não é vinculada à pasta, por isso não pode comentar o assunto”.
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Comentários (1)
Joaquim Arino Durán
23.06.2025 14:59Cantanhêde para ancora da agência.