Ex-chefe da Polícia Civil do Rio deixa a prisão após decisão da Justiça
Desembargador impôs medidas cautelares a Allan Turnowski, acusado de envolvimento com o jogo do bicho
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro autorizou nesta terça-feira, 17, a soltura do ex-secretário de Polícia Civil, o delegado Allan Turnowski, que responde a acusações de envolvimento com o jogo do bicho. Ele já deixou a unidade penitenciária.
Na decisão, o desembargador Marcius da Costa Ferreira impôs três medidas cautelares a Turnowski: proibição de acessar as dependências de quaisquer repartições da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro ou da Secretaria de Segurança Pública; Proibição de manter contatos com outros denunciados; Proibição de deixar o país e deve entregar o passaporte à Justiça.
Em maio, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), havia restabelecido a prisão preventiva de Turnowski, após o ministro Kassio Nunes Marques ter concedido liberdade ao ex-secretário em 2022.
Histórico e Acusações
Allan Turnowski foi preso em setembro de 2022 por agentes do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
Ele teria atuado como um agente duplo em benefício de contraventores como Rogério de Andrade e Fernando Iggnácio.
Iggnácio, por sua vez, foi assassinado em novembro de 2020.
Antes de sua passagem mais recente pela Secretaria de Polícia Civil (entre 2020 e 2022), Turnowski já havia ocupado o cargo de chefe de Polícia no período de 2010 a 2011, sob o governo de Sérgio Cabral.
Ele deixou a função na ocasião em meio a uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre um suposto vazamento da Operação Guilhotina.
Naquela apuração, Turnowski chegou a ser indiciado por violação de sigilo funcional, sob a suspeita de ter repassado dados a um policial que era alvo da operação.
O caso foi arquivado por falta de provas, e Turnowski sempre negou qualquer irregularidade.
A Operação Guilhotina resultou na prisão de 30 policiais civis e militares ligados a organizações criminosas, incluindo Carlos Oliveira, que era então considerado braço direito de Turnowski.
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