G7: “Reafirmamos que Israel tem o direito de se defender”
A declaração conjunta das sete economias mais avançadas do mundo reafirmou o direito de Israel à autodefesa e acrescentou: "o Irã nunca poderá possuir uma arma nuclear"
Os chefes de Estado e de governo das sete economias mais avançadas do mundo, que se reuniram na última segunda-feira, 17 de junho, em cúpula no Canadá, emitiram uma declaração conjunta solicitando uma “desescalada” das tensões no Oriente Médio.
A declaração reafirmou o direito de Israel à autodefesa em meio ao aumento da crise militar com o Irã.
O comunicado enfatizou: “Reafirmamos que Israel tem o direito de se defender” e acrescentou que “o Irã nunca poderá possuir uma arma nuclear”.
Os líderes do G7 também manifestaram a necessidade de que a resolução da crise iraniana contribua para uma diminuição mais ampla das hostilidades na região, incluindo um cessar-fogo em Gaza.
Após a divulgação do documento, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou a cúpula antes do previsto, optando por retornar ao seu país para focar na situação entre Israel e Irã, conforme informaram jornalistas que acompanhavam o evento.
Durante uma foto de grupo com os líderes do G7 antes do jantar, Trump comentou: “Preciso voltar o mais rápido possível. Gostaria de poder ficar até amanhã, mas eles entendem; isso é grande”.
Apesar das tensões crescentes, Trump evitou confirmar se os Estados Unidos se juntariam à ofensiva militar israelense, assegurando que não estavam envolvidos nos ataques iniciais e que suas forças permaneceriam em posição defensiva até a conclusão da segunda-feira.
A saída de Trump provocou reações entre os líderes presentes. A presidente mexicana Claudia Sheinbaum afirmou ser compreensível sua decisão frente à situação “muito tensa” no Oriente Médio.
Macron comentou que tentar forçar uma mudança de regime no Irã seria um “erro estratégico”, instando pelo fim dos ataques contra civis tanto iranianos quanto israelenses e pedindo a Teerã para retomar as negociações com Washington.
A cúpula acontece em um contexto de crescente agitação global desde o retorno de Trump ao cargo. Muitos líderes presentes buscam mitigar a escalada comercial impulsionada pelo presidente americano, que já sinalizou tarifas generalizadas tanto para aliados quanto para adversários, adiando sua implementação para 9 de julho.
Ainda assim, o anfitrião Mark Carney tem conseguido manter a unidade entre os participantes da cúpula frente às divergências significativas em questões comerciais.
Trump expressou otimismo quanto à possibilidade de resolver disputas com o Canadá e assinou acordos junto ao primeiro-ministro britânico Keir Starmer durante o encontro.
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