Haddad confirma alíquota unificada sobre aplicações financeiras
Medida integra a versão final do pacote criado para substituir parte da elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou ao presidente Lula (PT) nesta terça-feira, 10, a versão final do pacote de medidas criado para substituir parte da elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que será revogada. Após o encontro, ele confirmou que o governo irá propor uma alíquota unificada de 17,5% de Imposto de Renda sobre rendimentos de aplicações financeiras.
Segundo Haddad, as medidas são “as mesmas que foram conversadas com os parlamentares da Câmara e do Senado” no final de semana.
“Expusemos para ele [Lula] o que foi conversado, estamos remetendo para a Casa Civil, que está acompanhando a redação das medidas. Possivelmente, vão chegar à mesa dele hoje ainda”, acrescentou.
“Essas medidas atingem os moradores de cobertura – porque pega só gente com muita isenção fiscal. Todas as medidas envolvem bets e mercado financeiro, não mexem com o dia a dia da população. Eu considerei muito mais estruturais e justas do ponto de vista tributário, por isso concordei. É uma agenda que interessa à Fazenda”, continuou.
Haddad disse que o pacote tenta corrigir distorções na tributação do mercado de crédito, referindo-se ao início da taxação das LCI e LCA, instrumentos isentos do Imposto de Renda.
“Isso vai favorecer a queda do juro, a queda do dólar, o país. Estamos confiantes de que é isso. Além disso, garante o cumprimento da meta deste ano e do ano que vem. Vamos nos lembrar que a meta fiscal é mais ambiciosa que a dos últimos anos”, afirmou.
JPC
Por sugestão de parlamentares, a equipe econômica decidiu incorporar ao pacote o aumento do Imposto de Renda sobre os juros sobre o capital próprio (JCP) de 15% para 20%.
A medida, no entanto, já foi apresentada pelo governo e não aprovada pelo Congresso.
“Isso foi uma conversa com os parlamentares. A proposta não estava na nossa apresentação, até porque já mandamos o JCP no ano passado. Em tese, já está em tramitação. Mas alguns parlamentares sugeriram que era o caso de se debruçar sobre isso”, disse.
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Comentários (1)
Marian
10.06.2025 18:16Os atalhos são muitos, mas o local de chegada é um só: nós vamos pagar a falta de controle nos gastos públicos. Mas como toda ação, essa também terá uma reação e virá nas urnas em 2026.