País proíbe Starlink e desafia Elon Musk
Medida inédita na América do Sul.
Apesar da crescente expansão da Starlink na América do Sul, a Bolívia decidiu manter o serviço fora de seu território. O governo boliviano argumenta que a medida protege a soberania tecnológica do país. Assim, evita-se a concentração de poder em uma única empresa estrangeira, o que poderia comprometer a autonomia regulatória nacional.
Além disso, há receios quanto ao impacto da Starlink sobre os provedores locais de internet. Segundo autoridades bolivianas, permitir a operação da empresa poderia desestabilizar o mercado interno e gerar dependência tecnológica externa.
Como está a situação da internet na Bolívia?
A Bolívia apresenta um dos piores índices de acesso à internet da América do Sul. Menos de 55% dos lares têm banda larga fixa e a velocidade média de conexão segue abaixo da média regional. Assim, milhões de bolivianos enfrentam dificuldades para acessar serviços digitais, educação online e conteúdos de streaming.
Porém, mesmo diante desses desafios, o país opta por alternativas à Starlink, priorizando acordos bilaterais e investimentos em infraestrutura nacional. Essa escolha reflete uma postura estratégica, ainda que controversa, diante do avanço tecnológico global.
Quais estratégias a Bolívia adota para suprir a ausência da Starlink?
Para garantir conectividade sem depender da Starlink, o governo boliviano investe em:
- Parcerias com a China: Acordos para ampliar o uso de satélites chineses, como o Túpac Katari, que opera desde 2013.
- Redes alternativas: Estudo de tecnologias como a SpaceSail, concorrente da Starlink.
- Regulação rígida: Requisitos para que empresas estrangeiras cumpram normas locais.
- Bloqueio de sinal: Fiscalização e bloqueio de dispositivos Starlink importados irregularmente.
Assim, o país tenta manter controle sobre sua infraestrutura digital e fomentar a economia nacional.

Quais são os impactos para a população?
A ausência da Starlink afeta, principalmente, quem vive em áreas remotas. Nessas regiões, a cobertura é limitada e a internet de qualidade quase inexistente. Muitos moradores e até hotéis chegaram a importar antenas da Starlink, porém o serviço foi bloqueado ao ser detectado.
Enquanto isso, países como o Brasil já contam com centenas de milhares de assinantes ativos do serviço. Então, a Bolívia corre o risco de ficar para trás na corrida pela inclusão digital, especialmente se não acelerar a adoção de soluções alternativas viáveis.
O que esperar da conectividade na Bolívia até 2028?
O satélite chinês em uso atualmente tem previsão de funcionamento até 2028. Então, até lá, o governo precisa garantir novas alternativas para ampliar o acesso à internet. Isso pode incluir:
- Lançamento de novo satélite próprio ou em parceria com outro país
- Abertura gradual para tecnologias estrangeiras sob regras locais
- Expansão da cobertura de redes móveis e fibra ótica
- Fomento à inovação nacional no setor de telecomunicações
Porém, qualquer avanço dependerá de decisões políticas e investimentos consistentes nos próximos anos.
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