Itamaraty condena atentado contra Miguel Uribe
Principal suspeito de ter efetuado os disparos é um adolescente de 15 anos
O governo brasileiro condenou neste domingo, 8, o atentado contra o senador e pré-candidato à presidência da Colômbia Miguel Uribe Turbay, baleado durante um evento de campanha em Bogotá no sábado.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores manifestou “solidariedade ao senador e à sua família” e expressou “seu mais veemente repúdio a qualquer forma de violência política”.
O Itamaraty também elogiou a ação das autoridades colombianas na detenção do suspeito e afirmou confiar na plena apuração do caso.
Atentado durante evento público
Uribe, de 39 anos, é membro do partido conservador de oposição Centro Democrático, aliado do ex-presidente Álvaro Uribe Vélez.
O ataque ocorreu por volta das 17h30 no bairro de Modelia, na zona oeste da capital colombiana.
Segundo as autoridades, um menor de 15 anos foi preso ainda no local, portando uma pistola Glock 9 mm. O adolescente foi contido por agentes da Unidade de Proteção Nacional (UNP), que faziam a segurança do senador.
Após ser capturado, o jovem declarou que forneceria os números de telefone das pessoas que teriam ordenado o ataque. “Deixe-me dar os números. Mas se você não me deixar ir… Deixe-me dar os números”, disse aos agentes, segundo relato divulgado pela imprensa local.
De acordo com o diretor da UNP, Augusto Rodríguez, há indícios de que o agressor possa ter tido um cúmplice.
Testemunhas relataram que ele chegou ao local como passageiro de uma motocicleta, desceu, aproximou-se a cerca de um metro e meio do senador e disparou seis vezes. Após os tiros, o jovem foi espancado por pessoas que estavam no evento e, atualmente, está hospitalizado.
Estado de saúde
Uribe Turbay recebeu os primeiros socorros em um centro médico local e, após estabilização, foi transferido à Fundação Santa Fé, onde passou por cirurgia. O estado de saúde é considerado crítico.
O ex-presidente Álvaro Uribe também se manifestou, dizendo que o ataque foi dirigido a “uma esperança para a nação”.
“Rogamos a Deus pela recuperação de Miguel. Apelamos à reflexão pública”, escreveu.
Já o presidente Gustavo Petro lamentou o atentado e relembrou o assassinato da jornalista Diana Turbay, mãe do senador, ocorrido nos anos 1990 durante uma operação de resgate de reféns.
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