“Não vou lá para lacrar”, diz Bolsonaro sobre depoimento no STF
Depoimento do ex-presidente na ação penal que investiga tentativa de golpe de Estado está previsto para a próxima semana
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira, 6, que não vai “lacrar“ em seu interrogatório pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), na ação penal que investiga uma tentativa de golpe de Estado no Brasil articulada entre 2022 e 2023. O depoimento está previsto para a próxima semana. Bolsonaro falou sobre o tema durante participação em um evento do PL Mulher em Brasília.
“Conto com a audiência de vocês. Deve ser na terça-feira a minha inquisição, talvez na quarta, que eu seja o sexto a ser inquirido. Não vou lá para lacrar, para querer crescer, para querer desafiar quem quer que seja. Estarei lá com a verdade ao nosso lado”, falou o ex-presidente.
Nesta sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou um pedido da defesa de Bolsonaro para que fosse suspensa a ação penal. O político do PL é réu no processo.
A defesa solicitou a Moraes a suspensão da instrução processual até que os advogados tenham “o efetivo acesso à integralidade das provas coletadas no curso das investigações”; e a suspensão da ação “para que se propicie a participação da defesa de Bolsonaro nas audiências que serão realizadas nos processos decorrentes dos demais núcleos [da tentativa de golpe], permitindo-se ainda realização de perguntas para as testemunhas e demais réus durante as audiências”.
Na decisão desta sexta, o magistrado rejeitou ambas as solicitações. Em relação à primeira, afirmou que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi baseada nas provas produzidas pela Polícia Federal e já juntadas aos autos.
Em relação ao segundo pedido, o ministro pontua que não existe justificativa legal nem razoabilidade “em se suspender a realização dos interrogatórios da presente ação penal para aguardar a oitiva de testemunhas arroladas em outras ações penais e que jamais foram consideradas necessárias, pertinentes e importantes pela defesa de Jair Messias Bolsonaro”.
Segundo Moraes, Bolsonaro poderia tê-las arrolado, pois, das 40 testemunhas possíveis, apresentou apenas nove. “Patente, portanto, a desnecessidade de oitiva de testemunhas dos outros núcleos que, sem qualquer relação com os fatos imputados ao réu Jair Messias Bolsonaro – tanto que não arroladas em sua defesa – em nada acrescentariam em matéria probatória”.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Fabio B
06.06.2025 21:04Lacrar? Claro que não, duvido que alguém espero isso a esta altura do campeonato. Nem os bobos mais iludidos e fanáticos esperam que esse broxa tenha um mínimo de hombridade. Vai ser novamente emasculado no depoimento e depois correrá para casa todo amarelado igual um cão sarnento com o rabo entre as pernas. Deve se entupir de remédios para dormir, soluçando igual um afrescalhado fraco.