Trump proíbe entrada nos EUA de novos alunos estrangeiros de Harvard
Medida ficará em vigor por pelo menos seis meses, com possibilidade de renovação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto), assinou nesta quarta-feira, 4, um decreto que impede a entrada no país de estudantes estrangeiros admitidos na Universidade Harvard.
A medida vale para novos estudantes que ainda tentam ingressar nos Estados Unidos e ficará em vigor por pelo menos seis meses, com possibilidade de renovação.
Segundo o decreto, permitir a entrada desses estudantes coloca em risco a segurança nacional, já que Harvard teria se tornado “um destino inadequado para estudantes e pesquisadores estrangeiros”. Trump acusa adversários estrangeiros, incluindo a China, de usar o sistema de vistos para espionagem e outras atividades ilícitas em universidades americanas.
O texto afirma que a universidade tem aumentado as taxas de crimes violentos e se recusado a fornecer ao governo informações sobre atividades ilegais e ameaças em seu campus. O decreto ainda prevê que o secretário de Estado, Marco Rubio, avaliará se os vistos dos estudantes estrangeiros atualmente matriculados devem ser revogados.
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Harvard fala em “retaliação ilegal”
Harvard classificou a medida como uma retaliação ilegal que viola seus direitos constitucionais.
“Continuaremos protegendo nossos estudantes internacionais”, afirmou um porta-voz da universidade.
A decisão é mais um capítulo da disputa entre a Casa Branca e a instituição, uma das mais prestigiadas dos EUA. Na semana passada, um tribunal federal de Boston bloqueou uma tentativa do Departamento de Segurança Interna de suspender a autorização para Harvard receber estudantes estrangeiros. O atual decreto recorre a outra base legal para justificar a ação.
Desde o ano passado, o governo Trump vem pressionando universidades americanas, principalmente Harvard, por supostas falhas no combate a atos antissemitas em seus campi, relacionados a protestos sobre o conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas.
O governo também tem ameaçado cortar bilhões em verbas federais, cancelar contratos de pesquisa e suspender o status de isenção fiscal da universidade, numa tentativa de forçar mudanças na política acadêmica da instituição.
Harvard recorreu à Justiça para barrar as ações do governo Trump.
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