Marido de Zambelli pediu licença por problema de saúde na família
Coronel Aginaldo Oliveira solicitou licença do cargo de secretário de Segurança Pública de Caucaia, no interior do Ceará
O coronel Aginaldo Oliveira, marido da deputada Carla Zambelli (PL-SP), solicitou licença do cargo de secretário de Segurança Pública de Caucaia, no interior do Ceará, duas semanas antes de a parlamentar anunciar que havia deixado o Brasil, diz O Globo.
O afastamento inicial de nove dias, requisitado em 21 de maio, foi justificado por “doença em pessoa da família”. Depois, o pedido foi ampliado por mais 30 dias. O retorno está previsto para 1º de julho.
Aginaldo disputou a prefeitura de Caucaia em 2023 com apoio de Jair Bolsonaro e, após ficar em quarto lugar, foi nomeado secretário municipal. Durante sua ausência, o secretário adjunto, Marcos Sena, assumiu interinamente.
Zambelli deixa o Brasil
Zambelli afirmou na terça-feira que deixou o país por questões de saúde, alegando sofrer de uma síndrome rara.
Condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ela anunciou que não retornará ao Brasil. Segundo a deputada, sua intenção é seguir para a Itália, onde tem cidadania.
A condenação está relacionada à inserção de documentos falsos no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o hacker Walter Delgatti. Entre os arquivos forjados, estava um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, publicado como se tivesse sido assinado pelo próprio magistrado.
PGR pede prisão
Também na terça, a Procuradoria-Geral da República pediu a prisão preventiva de Zambelli, o bloqueio de seus bens e sua inclusão na lista de difusão vermelha da Interpol, que reúne foragidos internacionais. A PGR afirma que a medida visa assegurar a aplicação da lei penal, e não antecipar o cumprimento da pena.
A petição do procurador-geral da República, Paulo Gonet, está sob sigilo. Conforme apurou O Antagonista, Gonet argumenta que a permanência da parlamentar em território estrangeiro obstrui a aplicação da lei penal quando o processo transitar em julgado.
Zambelli informou que solicitará licença da Câmara dos Deputados, o que permite a suspensão do mandato por até 120 dias sem remuneração. A cassação só será analisada após o trânsito em julgado da condenação.
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Comentários (1)
Denise Pereira da Silva
04.06.2025 10:36O argumento de muitos políticos brasileiros pegos no flagra: se não pode combatê-lós, fuja deles. Pena que alguns ainda escolham ficar no país, uma vez que confiam na impunidade para eles.