EUA prendem mais de mil imigrantes ilegais em um mês em Massachussets
'Operação Patriota' focou na detenção de supostos criminosos ligados a gangues internacionais
O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) realizou uma megaoperação que resultou na prisão de quase 1.500 imigrantes com status de ilegais no estado de Massachussets.
Batizada de ‘Operação Patriota’, a ação teve como principal alvo integrantes de gangues criminosas, entre as quais a venezuelana Tren de Aragua.
Em parceria com a Agência Antidrogas (DEA) e outros departamentos, as autoridades americanas capturaram 790 indivíduos que enfrentavam acusações ou condenações no país.
De acordo com um agente especial das Investigações de Segurança Interna da Nova Inglaterra, os detidos são considerados criminosos perigosos.
Além de crimes cometidos em solo americano, vários deles foram respondem a processos em outros países e estavam notificados na lista vermelha na Interpol.
A operação também resultou na prisão de integrantes de outras gangues internacionais, como a salvadorenha MS-13.
Vitória na Suprema Corte
Na última semana, a Suprema Corte dos EUA autorizou que o governo de Donald Trump encerre o status migratório temporário de mais de 500 mil imigrantes vindos de Cuba, Haiti, Nicarágua e Venezuela.
A decisão derruba uma ordem da juíza federal Indira Talwani, de Boston, que havia suspendido o plano da Casa Branca de revogar a “liberdade condicional humanitária” concedida pelo governo Joe Biden a 532 mil estrangeiros.
O programa permitia que eles vivessem e trabalhassem nos EUA por razões humanitárias ou de interesse público.
Com a nova autorização, os migrantes ficam sujeitos à “remoção expedita”, um processo acelerado de deportação.
O governo Trump argumenta que a medida é essencial para combater a imigração ilegal e retomar o controle das fronteiras.
Os imigrantes afetados, porém, dizem que a revogação os expõe a riscos de perseguição e violência caso sejam enviados de volta a seus países de origem.
A medida integra uma ofensiva mais ampla da Casa Branca para reverter iniciativas migratórias da gestão Biden.
Em 19 de maio, a Suprema Corte já havia autorizado o fim do status de proteção temporária concedido a 350 mil venezuelanos.
Leia mais: Suprema Corte dos EUA dá vitória a Trump sobre política migratória
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