Rubio: “Violência antissemita covarde”
Secretário de Estado condenou o ataque a tiros contra dois jovens da embaixada de Israel em Washington; autor já está preso e confessou o crime
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reagiu com indignação ao assassinato de dois diplomatas israelenses, executados à queima-roupa diante do Museu Judaico de Washington, na noite de quarta-feira, 21.
Em declaração pública na madrugada desta quinta, Rubio afirmou: “Este foi um ato descarado de violência antissemita covarde. Não se enganem: vamos rastrear os responsáveis e levá-los à justiça.”
Yaron Lischinsky, de 28 anos, e Sarah Milgrim, de 27, trabalhavam na embaixada de Israel.
Ambos foram mortos a tiros por Elias Rodriguez, de 30 anos, que confessou o crime após ser preso em flagrante no local.
Testemunhas relataram que o atirador gritou “Palestina livre” ao ser detido. Desarmados e vestidos para um evento diplomático, Lischinsky e Milgrim haviam acabado de sair de uma recepção para jovens diplomatas organizada pelo Comitê Judaico Americano.
O crime, que ocorreu por volta das 21h15, chocou autoridades americanas e israelenses por sua brutalidade.
O assassino, segundo testemunhas, ainda tentou se passar por vítima ao entrar no museu após o ataque. Ao ser abordado por policiais, sacou um lenço vermelho do bolso, símbolo de militância palestina, e declarou ter cometido os disparos.
Rubio, que lidera a diplomacia americana desde o início do atual mandato presidencial, disse também: “Condenamos nos termos mais duros possíveis o assassinato de dois membros da embaixada de Israel em Washington, D.C. Nossas orações estão com seus entes queridos.”
A embaixada de Israel divulgou uma nota lamentando a perda dos dois jovens:
“Yaron e Sarah eram nossos amigos e colegas.
Estavam no auge de suas vidas. Esta noite, um terrorista os assassinou a tiros enquanto saíam de um evento no Museu Judaico da capital americana. Toda a equipe da embaixada está de coração partido e devastada com o assassinato.
Não há palavras para expressar a profundidade do nosso luto e do horror diante dessa perda devastadora. Nossos corações estão com suas famílias, e a embaixada estará ao lado delas neste momento terrível.”
Lischinsky, cidadão israelense e alemão, atuava no setor de análise política da missão diplomática. Milgrim, americana, integrava o departamento de diplomacia pública.
Segundo o embaixador Yechiel Leiter, Lischinsky havia comprado um anel de noivado e pretendia pedir Sarah em casamento em Jerusalém nos próximos dias.
O atentado foi condenado também pelo presidente Donald Trump e pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que responsabilizou “a incitação selvagem contra o Estado de Israel” e ordenou o reforço da segurança em todas as embaixadas do país.
O FBI assumiu as investigações, com apoio da força-tarefa antiterrorismo.
O assassinato de dois civis desarmados, em frente a um museu que celebra a herança judaica, representa um ponto crítico na escalada do antissemitismo em solo americano.
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