Líderes europeus dão ultimato a Putin por trégua imediata na Ucrânia
Em declaração conjunta, Macron, Merz, Tusk e Starmer exigem cessar-fogo imediato e ameaçam nova rodada de sanções
Líderes da França, Alemanha, Polônia e Reino Unido fizeram neste sábado, 10, uma visita surpresa a Kiev, onde se reuniram com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e apresentaram um ultimato ao ditador russo, Vladimir Putin: ou ele aceita um cessar-fogo incondicional até esta segunda-feira ou a Rússia enfrentará novas sanções.
O encontro foi marcado pelo apoio à proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de uma trégua total de 30 dias, com início imediato.
Em declaração conjunta, os quatro líderes europeus — Emmanuel Macron, Friedrich Merz, Donald Tusk e Keir Starmer — afirmaram que o cessar-fogo deve valer por terra, mar e ar, sem qualquer condição prévia, e ser monitorado em cooperação com os EUA.
“Estamos prontos para apoiar as negociações de paz o mais rápido possível e para preparar um acordo duradouro”, afirmaram os chefes de governo.
O comunicado também prevê aumento da pressão econômica caso o Kremlin rejeite a proposta. O novo pacote de sanções incluiria restrições mais duras aos setores bancário e energético da Rússia, com foco em combustíveis fósseis, petróleo e embarcações da chamada frota paralela.
A reunião em Kiev foi a primeira em que líderes dos quatro países europeus viajaram juntos à capital ucraniana desde o início da guerra, em fevereiro de 2022.
Além de Zelensky, eles também conversaram no sábado, por meio de videoconferência, com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, o novo primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Mais tarde, falaram por telefone com Donald Trump.
Zelensky afirmou estar pronto para implementar a trégua imediatamente, mas alertou não ter expectativas de que Putin respeite o acordo. O presidente ucraniano celebrou o que classificou como um “passo decisivo” no esforço diplomático para conter a ofensiva russa.
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Eis íntegra da declaração conjunta:
“No sábado, 10 de maio de 2025, os líderes de França, Alemanha, Polônia, Reino Unido e Ucrânia se reuniram em Kiev.
Eles concordaram que, a partir de segunda-feira, 12 de maio, deveria haver um cessar-fogo total e incondicional por pelo menos 30 dias.
Concordaram que um cessar-fogo incondicional, por definição, não pode estar sujeito a quaisquer condições. Se a Rússia exigir tais condições, isso só pode ser considerado uma tentativa de prolongar a guerra e minar a diplomacia.
Eles exigiram que o cessar-fogo fosse abrangente – no ar, no mar e em terra.
Eles ressaltaram que isso requer um monitoramento eficaz, que pode ser implementado com sucesso, em estreita coordenação com os Estados Unidos.
Concordaram que o cessar-fogo deveria durar pelo menos 30 dias, para abrir espaço para a diplomacia. Durante esse período, o trabalho diplomático deveria se concentrar em delinear os fundamentos de segurança, políticos e humanitários da paz.
Eles comemoraram que o apelo por um cessar-fogo e negociações significativas conta com o apoio tanto da Europa quanto dos Estados Unidos.
Eles ressaltaram a importância crucial do fortalecimento das Forças de Defesa e Segurança da Ucrânia como principal garantia da soberania e segurança do país. Um elemento-chave das garantias de segurança para a Ucrânia também deve ser uma força de segurança (Contingente).
Eles concordaram que, se a Rússia recusar um cessar-fogo total e incondicional, sanções mais fortes devem ser aplicadas aos seus setores bancário e energético, visando combustíveis fósseis, petróleo e a frota paralela.
Eles concordaram em aprovar um forte 17º pacote de sanções da UE e coordená-lo com as sanções impostas pelo Reino Unido e pela Noruega, bem como pelos Estados Unidos.
Eles concordaram em continuar trabalhando no uso efetivo dos ativos russos congelados e discutir isso na próxima cúpula do G7.
Expressaram sua disposição em fortalecer ainda mais a defesa da Ucrânia, especialmente o exército ucraniano. Isso deve incluir o financiamento da resiliência da defesa e o investimento na produção de armas tanto na Ucrânia quanto em países europeus, no âmbito de projetos conjuntos.”
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Comentários (1)
Marcia Elizabeth Brunetti
11.05.2025 08:28E o Governo do Amor segue do lado dos Ditadores.