Leite votou por fusão com Podemos, diz PSDB ao lamentar saída do governador
Eduardo Leite decidiu deixar o PSDB para se filiar ao PSD; Executiva Nacional tucana afirmou respeitar a decisão do político
A Executiva Nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) se manifestou na noite de quinta-feira, 8, por meio de nota, sobre a decisão do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, de deixar a sigla para se filiar ao Partido Social Democrático (PSD).
O PSDB disse respeitar a decisão, mas lamentou que ela ocorra no momento em que a sigla “está se reconstruindo e se fortalecendo para voltar a liderar um projeto nacional de centro, longe dos extremos“.
“A fusão com o Podemos, caminho que estamos construindo para fortalecer o PSDB, contou inclusive com o voto do próprio governador Eduardo Leite“, acrescentou.
A Executiva afirma ainda que, desde a fundação do PSDB, o partido “nunca escolheu o caminho mais fácil”, mas “o mais coerente” com seus princípios e valores.
“Foi assim que transformamos o Brasil, e assim continuaremos a fazer. O Brasil precisa voltar ao caminho da responsabilidade fiscal, da modernização da máquina pública e da sensibilidade social, longe dos extremismos e do populismo. E por mais árdua que possa parecer a travessia, resistiremos com força, fé e com a certeza de que o Brasil ainda precisa do PSDB“, conclui a nota.
Com a saída de Leite, a legenda tem agora apenas um governador: Eduardo Riedel, de Mato Grosso do Sul.
No último dia 29 de abril, a Executiva Nacional do partido autorizou, por unanimidade, o início oficial das discussões sobre o processo de fusão da sigla com o Podemos. A decisão ocorreu em um encontro semipresencial.
“A partir de agora, as consultas serão ampliadas e as várias instâncias partidárias serão ouvidas. Foi definida ainda a convocação de Convenção Nacional para o dia 5 de junho que vai deliberar sobre o tema e sobre eventuais alterações no Estatuto do Partido necessárias à fusão“, anunciou o partido na data.
A fusão é uma tentativa do PSDB de sobreviver. O partido, que já elegeu presidente da República (Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998), vem se enfraquecendo cada vez mais.
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