Vice da CBF vai ao STF para suspender acordo que salvou Ednaldo
Fernando Sarney solicitou afastamento imediato do presidente da entidade máxima do futebol brasileiro
O vice-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Fernando Sarney, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão do acordo homologado, em fevereiro, que manteve Ednaldo Rodrigues na presidência da entidade.
Na petição, Sarney argumentou que o documento não possui validade jurídica, após a recente denúncia de falsificação de assinatura do ex-presidente da entidade, Coronel Nunes. Com isso, o vice-presidente pediu também o afastamento imediato de Ednaldo.
“Pede que [o STF] suspenda imediatamente os efeitos do acordo ora impugnado por simulação de negócio jurídico, a qual se evidencia pelas provas robustas que demonstram a invalidade jurídica da assinatura do Sr. Antônio Carlos Nunes De Lima”, diz trecho do pedido.
Sarney foi um dos signatários do acordo entre dirigentes da CBF e a Federação Mineira (FMF) que ratificou a eleição de Ednaldo.
Pedido de afastamento
Na terça, 6, a deputada Daniela do Waguinho (União Brasil) pediu ao STF o afastamento imediato de Ednaldo Rodrigues da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Na solicitação, a parlamentar também requer a revisão do acordo homologado pela Corte.
Sgundo Daniela, há suspeitas quanto à veracidade da assinatura do ex-vice de Ednaldo e ex-presidente da CBF, Coronel Nunes, no documento que selou o acordo.
“Não foi realizada de forma livre e consciente e sob plenas faculdades mentais e recaem dúvidas razoáveis acerca da autenticidade da assinatura”, diz trecho do pedido.
Na petição apresentada pela deputada, há um laudo assinado pelo chefe do departamento médico da confederação, Jorge Pagura, no qual destaca que Nunes não tinha condições “físicas e cognitivas” para aceitar “qualquer condição que lhe fosse apresentada”.
Vai e volta
Em março de 2022, cinco dirigentes da CBF, entre os quais Nunes, assinaram um acordo que reconhecia a legalidade da eleição de Ednaldo.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), contudo, anulou o acordo e retirou Ednaldo do cargo.
Em janeiro de 2024, o ministro Gilmar Mendes, do STF, concedeu uma liminar que devolveu Ednaldo Rodrigues à presidência da entidade.
O presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, marcou o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade para o dia 28 de maio.
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