O que Netanyahu e Trump conversaram sobre o Irã?
“Nós concordamos que o Irã não terá armas nucleares", afirmou o premiê israelense
No dia seguinte à reunião com o presidente Donald Trump na Casa Branca, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que um acordo com o Irã seria possível apenas através da destruição das armas nucleares de Teerã.
“Nós concordamos que o Irã não terá armas nucleares. Isso pode ser alcançado por meio de um acordo, mas somente se for um acordo no estilo da Líbia: que entremos, destruamos as instalações, desmontemos todo o equipamento , sob supervisão e execução americanas“, disse em vídeo.
Netanyahu, porém, considerou a hipótese dos iranianos rejeitarem um acordo proposto pelos Estados Unidos e “simplesmente prolongue as conversas”.
Nesse cenário, segundo o primeiro-ministro, “uma segunda opção militar se torna uma possibilidade”.
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“Negociações diretas”
Trump afirmou que a Casa Branca iniciou “negociações diretas” com o Irã e que haverá uma reunião “muito importante” neste sábado, 7.
“Temos uma reunião muito importante no sábado e negociaremos com eles diretamente.
Talvez cheguemos a um acordo, isso seria fantástico. Nos reuniremos no sábado em um encontro muito importante, quase ao mais alto nível”, disse o republicano ao lado do premiê israelense.
Visita à Casa Branca
Desde que Trump tomou posse, em janeiro, Netanyahu visitou Washington duas vezes.
Nesta segunda, 7, o primeiro-ministro israelense garantiu que Israel derrubará as tarifas impostas aos produtos americanos e eliminará o “déficit comercial”.
“Eu posso dizer a vocês que eu disse ao presidente Trump uma coisa muito simples: nós iremos eliminar o déficit comercial com os Estados Unidos. Nós pretendemos fazer isso muito rapidamente.
Achamos que é a coisa certa a fazer. E também vamos eliminar as barreiras comerciais, uma variedade de barreiras comerciais que foram colocadas desnecessariamente. E isso é um modelo para muitos países a fazerem o mesmo.”, afirmou.
A decisão ocorreu após o governo Trump impor uma tarifa média de 17% sobre os produtos israelenses.
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