“Não é aliado”, diz Malafaia sobre Motta antes de ato com Bolsonaro
Pastor disse esperar uma manifestação maior do que a ocorrida em Copacabana, há três semanas
O pastor Silas Malafaia acusou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de ser um “opositor” do projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Segundo Malafaia, Motta será alvo de críticas durante o ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), neste domingo, 6, na Avenida Paulista, em São Paulo.
“Ele [Motta] pediu aos líderes para não assinarem. Só quem assinou foi o deputado Sóstenes [Cavalcante], do PL, e uma deputada do Novo. Como ele controla a liberação de verbas para as lideranças, isso não é brincadeira”, disse pastor ao site Metrópoles.
“Ele não é um aliado, mas tomara que mude depois dessa manifestação. Eu espero que ele mude, mas até aqui, não é”
Malafaia afirmou ainda que espera uma manifestação maior do que a ocorrida em Copacabana, há três semanas, como forma de pressionar o Congresso.
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Eduardo Bolsonaro eleva o tom
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), autoexilado nos Estados Unidos, também elevou o tom contra Hugo Motta. Em entrevista à rádio bolsonarista Auriverde Brasil, comparou o presidente da Câmara a parlamentares do PSOL.
“Ele está falando igual à esquerda, dizendo que é contra a anistia, a favor da democracia, essas coisas que estamos acostumados a ouvir da boca de Lula e do PT”, afirmou.
Segundo Eduardo, Motta teria mudado de posição após participar de um jantar promovido pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, em 18 de março, com presença do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
“Antes do jantar, ele era a favor da anistia. Depois, mudou drasticamente.”
Motta afirmou recentemente que a proposta é de “difícil consenso” e que sua tramitação poderia acirrar tensões entre os poderes.
Em fevereiro, durante entrevista a uma rádio de João Pessoa, ele já havia dito que o 8 de janeiro não foi um golpe, mas criticou o que chamou de “exagero” nas punições.
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