Trump deporta mais 17 ilegais para megaprisão de El Salvador
Nayib Bukele afirmou que os supostos criminosos são "assassinos confirmados e criminosos de alto perfil"
O governo Trump enviou 17 alegados integrantes das gangues Tren de Aragua, da Venezuela, e MS-13, à megaprisão de El Salvador neste domingo, 30.
Na rede social X, o presidente salvadorenho Nayib Bukele afirmou que “todos os indivíduos são assassinos confirmados e criminosos de alto perfil”.
“Ontem à noite, em uma operação militar conjunta com nossos aliados dos Estados Unidos, transferimos 17 criminosos extremamente perigosos ligados ao Tren de Aragua e à MS-13.
Todos os indivíduos são assassinos confirmados e criminosos de alto perfil, incluindo seis estupradores de crianças.
Esta operação é mais um passo na luta contra o terrorismo e o crime organizado“, escreveu no X.
Recebimento
Em 17 de março, El Salvador recebeu 238 venezuelanos para o Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT), a “megaprisão”.
Segundo o presidente americano, todos eles fazem parte do gangue criminosa Trem de Aragua.
Nas redes sociais, Trump publicou um vídeo cinematográfico do momento em que os venezuelanos chegavam ao país governado por Nayib Bukele.
“Esses são os monstros enviados ao nosso país por Joe Biden e pelos radicais democratas de esquerda. Que fofo eles são! Obrigado El Salvador e, em particular, ao presidente Bukele, por entender essa situação, que foi permitida a acontecer nos Estados Unidos por causa da incompetente liderança democrata. Não nos esqueceremos”, escreveu o republicano.
As negociações entre os Estados Unidos e El Salvador para o recebimento de alegados criminosos pelos americanos foram iniciadas na visita do secretário de Estado, Marco Rubio, ao país.
Justiça contesta
Para enviá-los ao país da América Central, os Estados Unidos recorreram à Lei Inimigos Estrangeiros, de 1798.
Essa norma, usada por Trump, concede aos presidentes a autoridade para ordenar a detenção e deportação de cidadãos de países com os quais os Estados Unidos estão em guerra, segundo a BBC News.
O juiz federal James Boasberg, contudo, emitiu uma ordem proibindo novos voos de deportação, afirmando que os migrantes deveriam ter “direito a audiências individualizadas para determinar se a lei se aplica a eles”.
A Casa Branca, então, entrou com um recurso que foi rejeitado na quarta, 26.
Lei antiga
A lei foi aprovada pelo Congresso americano com apoio do então presidente John Adams, no contexto de um imintente conflito com a França.
Na época, o governo pretendia se proteger contra a sabotagem estrangeira e espionagem.
Até hoje, os Estados Unidos usaram a lei por três ocasiões guerra contra o Reino Unido, em 1812, e na Primeira e Segunda Guerras Mundiais.
No contexto da Segunda Guerra, os americanos acionaram o dispositivo para a prisão de alemães, italianos e japoneses que viviam nos Estados Unidos.
Estima-se que 30 mil pessoas tenham sido detidas.
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