“Vitória do clamor popular”, diz Zucco sobre prisão domiciliar a Debora
Líder da oposição na Câmara se manifestou sobre decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)
O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Luciano Zucco (PL-RS), disse nesta sexta-feira, 28, que a concessão da prisão domiciliar para a cabeleireira Debora Rodrigues dos Santos, que pichou a estátua A Justiça com batom durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, é “uma vitória do clamor popular e da mobilização das redes sociais”.
Segundo o deputado, ambos os fatores foram “fundamentais” para que Debora possa ver sua família. “No entanto, ainda há muito sofrimento e injustiça. Centenas de brasileiros seguem presos injustamente, e essa luta não pode parar”, afirmou Zucco, se referindo aos condenados por envolvimento nos atos do 8 de janeiro.
Na nota divulgada por seu gabinete, o deputado voltou ainda a defender que o Congresso aprove o projeto de lei que concede anistia a esses condenados. “O batom, que se tornou um símbolo da resistência e da busca por justiça, agora representa também o movimento pela Anistia. Que essa marca de coragem e determinação inspire ainda mais pessoas a se unirem a essa causa”, disse.
Zucco ressaltou que, no dia 6 de abril, bolsonaristas realizarão um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, em apoio ao projeto de lei. “Seguiremos firmes, ampliando a pressão pela Anistia e pela garantia dos direitos fundamentais de todos os brasileiros”, concluiu.
A líder da minoria na Câmara, Caroline de Toni (PL-SC), por sua vez, disse que a concessão da prisão domiciliar a Debora “é uma pequena vitória perto de tantas injustiças que ela está sofrendo”. A parlamentar falou também esperar “que a justiça seja feita e ela seja liberada o quanto antes e inocentada, absolvida desse processo esdrúxulo que corre contra Debora Rodrigues”.
O que decidiu Moraes?
Na decisão em que concedeu a prisão domiciliar à cabeleireira, o ministro Alexandre de Moraes determinou o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição do uso de redes sociais e de comunicar-se com “os demais envolvidos, por qualquer meio”.
O ministro decidiu ainda que Debora está proibida de conceder entrevistas a qualquer meio de comunicação sem autorização do Supremo Tribunal Federal.
A decisão do relator das investigações sobre os atos do 8 de janeiro veio após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e depois de Moraes ser alvo de críticas – inclusive dentro do próprio STF- por ter sugerido uma pena de 14 anos de prisão para a cabeleireira, mais o pagamento de multa de 30 milhões de reais.
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Comentários (2)
Marcia Elizabeth Brunetti
29.03.2025 07:58Espero que a o STF reveja a dosimetria das penas. Mas não pode haver anistia. Apenas que as penas sejam justas.
Angelo Sanchez
28.03.2025 20:23Viva Débora, a valorosa mulher e mãe, que estava indignada com a eleição e posse de um corrupto "descondenado", muitas mulheres fizeram o seu protesto, a estátua inerte da justiça deveria ser reverenciada com muitas outras frases com batom, pois, aquela escultura não representa a justiça brasileira. Lembrando que Barroso carimbou no peito de 50% dos brasileiros a mesma frase, "perdeu mané".