Emendas parlamentares para filme de ex-assessor de Mário Frias
Deputados bolsonaristas destinaram R$ 860 mil à produção de um documentário
Os deputados Eduardo Bolsonaro, Mário Frias e Marcos Pollon, do Partido Liberal (PL), destinaram R$ 860 mil para a produção de um documentário produzido por ex-integrante da Secretaria Especial de Cultura do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo revelou o UOL.
Através da emenda parlamentar, os três congressistas alocaram a verba do Ministério da Cultura para o filme “Genocidas”, da associação Passos da Liberdade, cujo presidente, Rodrigo Cassol Lima, foi o número 2 da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Cultural do antigo governo.
Na ocasião, o órgão era subordinado à Secretaria Especial de Cultura, chefiada pelo então secretário Mário Frias, que agora, como deputado, alocou R$ 180 mil na produção do documentário.
O filho de Bolsonaro destinou R$ 500 mil e Marcos Pollon, R$ 100 mil.
As emendas foram destinadas ao canal do YouTube que tem apenas um vídeo publicado. O CNPJ, porém, foi criado em 2008.
O orçamento do filme inclui hospedagens e passagens aéreas para países da Europa, entre os quais a Armênia, Hungria, Itália, Rússia e Alemanha.
Eduardo chama Walter Salles de “psicopata”
Após a vitória de Ainda Estou Aqui como Melhor Filme Internacional no Oscar de 2025, Eduardo recorreu às redes sociais para criticar contra o cineasta Walter Salles.
O filho de Jair Bolsonaro (PL) não hesitou em desqualificar a produção, acusando o filme de criar uma representação de uma “ditadura inexistente” e chamando o diretor de “psicopata cínico” devido às suas críticas ao governo dos Estados Unidos.
Em uma mensagem publicada no X (antigo Twitter), o parlamentar disparou: “Acredito que o sujeito que bate palmas para prisão de mães de família, idosos e trabalhadores inocentes, enquanto faz filme de uma ditadura inexistente e reclama do governo americano, que lhe dá todos os direitos e garantias para que suas reclamações públicas e mentirosas sejam respeitadas pelo sagrado direito da liberdade de expressão, define, em essência, o conceito do psicopata cínico”.
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Comentários (1)
Angelo Sanchez
11.03.2025 15:26Eu "ainda estou aqui", para saber a biografia do jornalista deputado Rubens Paiva, que foi torturado e morto na prisão, apenas porque era contra o regime ou era parte da guerrilha que se instalou e matou trabalhadores para roubar gráficas, sequestrou embaixadores, assaltou bancos e outras atrocidades. Afinal o filme só conta metade da história??? A tortura não se justifica em nenhum dos casos e quem a comete é criminosos também.