Crusoé: Grupo pró-Palestina reivindica ataque hacker contra X, mas Musk mira Ucrânia
A plataforma de mídia social X ficou completamente paralisada na segunda-feira, 10 de março, e depois enfrentou problemas pelo resto do dia
A plataforma de redes sociais X, anteriormente conhecida como Twitter, enfrentou uma série de problemas técnicos na última segunda-feira, 11 de março, que culminaram em uma interrupção significativa.
Os usuários da plataforma X relataram dificuldades para acessar os conteúdos, com mensagens de erro frequentes indicando que “algo deu errado”.
Durante o período crítico, a plataforma tornou-se praticamente inacessível e também enfrentou lentidão no acesso ao final da tarde.
Nos Estados Unidos, o pico dos problemas foi notado quando quase 40 mil usuários registraram dificuldades simultaneamente.
Dark Storm Team
Em meio a esses contratempos, Musk não tardou a confirmar as falhas em X e atribuiu os problemas a um “massivo ciberataque”.
Embora a plataforma seja alvo frequente de ataques cibernéticos, Musk insinuou que esta ocorrência específica envolvia uma organização bem coordenada ou até mesmo um país.
Posteriormente, o grupo conhecido como Dark Storm Team reivindicou a responsabilidade pelo ataque em um comunicado publicado no Telegram.
A Dark Storm Team é um coletivo de hacktivistas que ganhou notoriedade em 2023 por realizar DDoS (Distributed Denial of Service) contra diversas instituições e governos, principalmente visando Israel e seus aliados.
Esses ataques consistem em inundar um servidor com um grande volume de solicitações, tornando-o inacessível. O incidente envolvendo a plataforma X se encaixa nesse padrão.
Musk culpa a Ucrânia
Embora o grupo tenha assumido a autoria do ataque, Musk apontou para possíveis responsáveis adicionais durante uma entrevista à Fox News.
Ele alegou que os ataques partiram de endereços IP localizados na Ucrânia, insinuando uma conexão com tensões geopolíticas atuais.
Essa afirmação gerou controvérsias e críticas, especialmente considerando a relação complexa entre os Estados Unidos e a Ucrânia.
Especialistas em segurança cibernética destacam que um endereço IP não é uma prova conclusiva da origem de um ataque.
Muitas vezes, DDoS são realizados por dispositivos infectados em várias partes do mundo, utilizando redes VPN para mascarar sua localização…
Siga a leitura em Crusoé. Assine e apoie o jornalismo independente.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)