Estados Unidos a serviço da Rússia em votações na ONU
Em contraste com a postura da administração Biden, que sempre apoiou a Ucrânia, essas novas diretrizes sinalizam uma mudança radical na política externa dos EUA
Após três anos de conflito desde a invasão russa, os Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, se alinharam com a Rússia em uma série de votações sem precedentes na ONU.
Essas votações destacaram uma proposta de paz rápida que não inclui uma condenação explícita a Moscou ou a defesa das fronteiras ucranianas.
Em contraste com a postura da administração Biden, que sempre apoiou a Ucrânia, essas novas diretrizes sinalizam uma mudança radical na política externa dos EUA com a ascensão de Trump ao cargo presidencial.
Os Estados Unidos conseguiram, na segunda-feira, dia 24, a aprovação de uma resolução no Conselho de Segurança da ONU relacionada ao conflito na Ucrânia.
Este mesmo texto havia sido rejeitado na manhã do mesmo dia durante a votação na Assembleia Geral.
O apoio à resolução foi manifestado por dez países membros do Conselho, incluindo Rússia e China, além de nações africanas e asiáticas. Em contrapartida, os cinco representantes europeus optaram pela abstenção, com França e Reino Unido decidindo não utilizar seu direito de veto.
A resolução em questão é uma das mais concisas já aprovadas e descreve a situação como um “conflito entre a Ucrânia e a Federação Russa”, clamando por um término rápido das hostilidades e enfatizando a necessidade de uma paz duradoura.
Discursos contundentes foram proferidos por representantes do Reino Unido e da França antes da votação, destacando a importância de diferenciar entre agressor e agredido no contexto ucraniano e sublinhando que a resolução deveria refletir o respeito pela integridade territorial e soberania da Ucrânia.
Houve tentativas por parte dos cinco países europeus e da Rússia de incluir emendas ao texto apresentado pelos EUA, mas nenhuma delas conseguiu alcançar os nove votos necessários para aprovação.
A rejeição inicial dos EUA na Assembleia naquela manhã – quando o texto foi alterado significativamente por emendas favoráveis à Ucrânia – foi superada mais tarde pelo êxito da nova abordagem adotada pelo governo do presidente Donald Trump em relação ao conflito.
Rússia agradece aos EUA
Em resposta às deliberações internacionais sobre o conflito ucraniano, Dmitri Peskov reiterou a satisfação do Kremlin com a nova postura dos Estados Unidos: “Observamos que os EUA estão adotando uma posição muito mais equilibrada, focando realmente nos esforços para resolver o conflito ucraniano”, destacou durante uma coletiva à imprensa acompanhada.
Os termos da paz
A embaixadora britânica Barbara Woodward declarou: “Essa guerra é ilegal, uma violação clara da Carta da ONU e uma ameaça aos princípios fundadores da ONU. Ninguém deseja mais a paz do que a Ucrânia, mas os termos dessa paz são cruciais”.
Por sua vez, Nicolas de Rivière, embaixador francês na ONU, insistiu em que “uma paz não pode significar capitulação do agredido”.
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Comentários (1)
Denise Pereira da Silva
25.02.2025 21:10Pelo visto, não é só o atual governante do Brasil que apoia ditadores. Tristeza tanta falta de caráter, de pudor e de moral num governante dos EUA.