Autópsia no corpo de Shiri Bibas descarta ferimentos por bombardeio
Restos mortais da mãe dos bebês Ariel e Kfir Bibas foram devolvidos na sexta, um dia após terroristas entregarem corpo que não era o dela
O corpo de Shiri Bibas, mãe dos bebês Ariel e Kfir Bibas, assassinados pelo Hamas, foi devolvido a Israel na sexta-feira, 21, um dia após o grupo terrorista entregar um primeiro corpo que não era o dela. A informação foi confirmada pela família e divulgada pela rádio do exército israelense.
Segundo o Instituto de Medicina Forense de Israel, a autópsia realizada nos restos mortais não revelou sinais de ferimentos causados por bombardeios.
“Identificamos os restos mortais de Shiri Bibas dois dias após os das crianças. O exame não apontou indícios de ferimentos provocados por bombardeios”, disse Chen Kugel, diretor do instituto, sem detalhar a causa da morte.
O exército israelense afirma que as crianças foram “brutalmente assassinados em cativeiro” por integrantes do Hamas em novembro de 2023.
Segundo o porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Daniel Hagari, os terroristas do Hamas assassinaram as crianças “com as próprias mãos“.
“Ariel e Kfir não foram mortos em um ataque aéreo. Ariel e Kfir Bibas foram assassinados por terroristas a sangue frio. Os terroristas não atiraram nos dois garotos. Eles os mataram com as próprias mãos. Depois, eles cometeram atos horríveis para encobrir essas atrocidades. Esta avaliação é baseada em descobertas forenses e inteligência”, disse o porta-voz.
A devolução dos corpos gerou revolta em Israel e no mundo. Na quinta, 20, o Hamas entregou um corpo incorreto, o que levou o governo israelense a ameaçar suspender o acordo de cessar-fogo em vigor desde janeiro. A Cruz Vermelha intermediou a entrega correta no dia seguinte.
O Hamas, por sua vez, alega sem apresentar provas que Shiri e os filhos morreram em um bombardeio israelense e que os restos mortais teriam se misturado aos de outras vítimas. Israel nega.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou as mortes como “assassinatos horríveis cometidos por monstros” e prometeu que os responsáveis “vão pagar pelo que fizeram”.
A família Bibas afirmou, em nota, não ter recebido detalhes oficiais sobre as circunstâncias das mortes.
“Meus sobrinhos foram levados vivos e assassinados por uma organização terrorista cruel. Eles não mereciam esse destino”, afirmou a tia das crianças.
Ofri Bibas, irmã de Yarden Bibas — pai das crianças, que foi libertado em fevereiro —, criticou Netanyahu.
“Não recebemos um pedido de desculpas neste momento doloroso. Shiri e as crianças foram abandonadas em 7 de outubro e durante o cativeiro”, disse.
Símbolo nacional
Shiri Bibas e os filhos foram sequestrados em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas invadiu o território israelense, matando 1,2 mil pessoas e levando outras 250 como reféns.
A família se tornou um símbolo da luta pelo retorno dos sequestrados.
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Comentários (1)
Denise Pereira da Silva
23.02.2025 21:06Não duvido que o Hamas tenha entregue um corpo errado de propósito, só para testar se a perícia israelense seria capaz de identificá-lo, já que a deterioração do mesmo deve estar bem avançada.