Caiado anuncia lançamento de pré-candidatura à Presidência
Anúncio foi feito enquanto o governador enfrenta um processo de inelegibilidade
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), anunciou neste sábado, 22, o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República para as eleições de 2026. O evento, segundo afirmou, está marcado para 4 de abril, no Centro de Convenções de Salvador, na Bahia. O vice da chapa ainda não foi definido.
“Conto com vocês nessa caminhada por um país mais justo, próspero, seguro e forte! Vamos juntos!”, escreveu Caiado nas redes sociais.
O anúncio ocorre enquanto o governador enfrenta processo de inelegibilidade.
Em dezembro de 2024, a Justiça Eleitoral determinou sua inelegibilidade por oito anos, sob acusação de abuso de poder político. A decisão, por ser em primeira instância, não tem efeito imediato. A defesa já informou que recorrerá, e o caso poderá ser analisado em instâncias superiores.
Caiado tenta se posicionar como alternativa da direita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível até 2030 e denunciado nesta semana pela Procuradoria-Geral da República por suposta participação em uma tentativa de golpe.
Condenação por abuso de poder
A condenação de Caiado foi decidida pela 1ª Zona Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO).
Segundo a juíza Maria Umbelina Zorzetti, o governador utilizou o Palácio das Esmeraldas para realizar eventos eleitorais em apoio ao aliado Sandro Mabel (União Brasil), candidato à prefeitura de Goiânia. Os encontros ocorreram entre os dias 7 e 9 de outubro de 2024, logo após o primeiro turno das eleições.
Imagens divulgadas por apoiadores nas redes sociais mostraram jantares com teor eleitoral.
A magistrada destacou falas atribuídas a Caiado, que reforçariam o apoio incondicional ao candidato.
“Vocês não estão aqui como pessoa física, mas como líderes. Voltem às suas bases dizendo: ‘Continuarei na luta política porque terei Sandro Mabel na prefeitura, com apoio incondicional meu’”, afirmou o governador, segundo os autos.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) também sustentou que os encontros comprometeram a equidade do pleito. Apesar disso, a Procuradoria Regional Eleitoral de Goiás se manifestou em fevereiro a favor da reversão da condenação, alegando que as punições foram excessivas.
A defesa de Caiado insiste que o governador não fez pedido explícito de votos e que a decisão judicial extrapolou ao interpretar suas declarações como abusivas.
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