Marçal acena a Bolsonaro após atritos na eleição municipal
“Por mais que muitos acreditem que Bolsonaro tenha virado as costas para mim, eu não farei o mesmo com ele", diz o influenciador digital ao defender "Bolsonaro elegível em 2026”
O influenciador digital Pablo Marçal (PRTB) aproveitou a denúncia de golpe de Estado apresentada contra Jair Bolsonaro e 33 de seus aliados para fazer um aceno público ao ex-presidente, com quem se desentendeu nas eleições municipais de 2024.
“Por mais que muitos acreditem que Bolsonaro tenha virado as costas para mim, eu não farei o mesmo com ele. Ele é, sem dúvida, o maior líder da direita no Brasil, e isso sempre terá meu respeito. O fato de não ter me apoiado na eleição de 2024 não diminui sua relevância para a nação”, disse Marçal em nota.
O ex-coach, que foi derrotado pelo candidato de Bolsonaro, o prefeito Ricardo Nunes (MDB), na corrida pela Prefeitura de São Paulo, disse que “essa narrativa de ‘golpe’ é extremamente frágil”.
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“Golpe EAD”
“Bolsonaro estava nos Estados Unidos naquela ocasião. Como exatamente ele daria um golpe? Por Wi-Fi? Um “golpe EAD”? À distância?”, ironizou Marçal, que, apesar de ter passado as últimas semanas insinuando candidatura presidencial em 2026, defendeu que Bolsonaro possa concorrer à presidência na próxima eleição.
“Se o povo realmente quiser, essa situação pode ser revertida. A soberania pertence ao povo. Quem defende a democracia, deve pedir pelo Bolsonaro elegível em 2026”, finalizou o influenciador, que abriu uma caixa de perguntas em seu perfil no Instagram para responder a perguntas sobre Bolsonaro.
“Se ele não disputar, vou querer ele de conselheiro”, disse o ex-coach em uma das respostas. Questionado por que Bolsonaro se afastou dele, Marçal disse que isso ocorreu por “não ter acatado o acorde dele e Valdemar [Costa Neto, presidente do PL] com o MDB em São Paulo”.
Na sequência dos stories, aparecem vídeos de Marçal de snowboard na neve (foto), em meio a mensagens motivacionais.
Atritos
Marçal disse, em janeiro, semanas depois de bater boca nas redes sociais com os filhos de Bolsonaro, que o ex-presidente “só considera candidato quem é parente dele”.
O desentendimento entre Marçal e Bolsonaro começou quando o ex-presidente reclamou que, após receber o ex-coach na sede do PL em Brasília, Marçal divulgou que tinha recebido seu apoio para o pleito, quando, na verdade, o ex-presidente manteve o compromisso com a reeleição de Nunes.
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