Cinco tendências no mercado imobiliário de luxo para 2025
Marina Dias, do GRI Club, fala sobre os movimentos que fazem o setor de luxo e alto padrão crescer três vezes mais rapidamente que o restante do mercado
O GRI Club Real Estate é um clube de relacionamento fundado no Reino Unido, com atuação mundial, que conecta executivos do setor imobiliário e investidores, para incentivar a troca de experiências e estimular novos negócios. Marina Dias de Almeida (foto), Managing Director, Head of Real Estate no Brasil, listou para nós as cinco tendências que devem acelerar o mercado de luxo no país.
“Nos últimos anos detectamos um grande aumento na intenção de aquisição de imóveis entre os públicos de alto padrão e de luxo. Nesse caso, vimos dois grandes drivers. Um é a procura por uma segunda moradia, muito ligado à busca de qualidade de vida que floresceu como consequência da pandemia. E outro é o surgimento de uma nova geração de consumidores de alto poder aquisitivo, alguns ligados à tecnologia, outros ao agro, mas todos com essa intenção de adquirir novos imóveis”, explica Marina.
Esse movimento vem se confirmando, segundo as pesquisas analisadas nos encontros do GRI, com o volume de negócios com imóveis de luxo crescendo em ritmo três vezes maior que a média do mercado. Com base nessas observações de mercado, ela aponta cinco grandes tendências para esse mercado em 2025.
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1- Personalização extrema
Apartamentos de luxo, cada vez mais, são entregues somente com a infraestrutura, para permitir que o proprietário customize o ambiente totalmente de acordo com suas preferências. É como se a construção agora tivesse duas fases – uma de construção do prédio para a entrega, outra de montagem das unidades, depois de pegar as chaves.
Um dos focos dessa personalização é investir na qualidade de vida, que é cada vez mais procurada no momento de escolher uma casa. O outro é o da adaptação ao estilo de cada comprador, com suas particularidades.
Colecionador de vinhos? Pode ter uma adega projetada para ocupar o tamanho de uma sala. Músico amador? Pode montar um estúdio de gravação, com isolamento acústico profissional, em um dos ambientes. Louco por fitness? Pode ter uma academia não apenas no prédio, mas no próprio apartamento.
2- Construção verde
Sustentabilidade é um conceito que está sendo incorporado aos empreendimentos de várias maneiras. Por um lado, através de tecnologias para reduzir consumo de energia e água, que permitem controles inteligentes de luz e temperatura, além de ligar e desligar automaticamente equipamentos domésticos.
Por outro lado, com a onda da arquitetura bioclimática, que leva em consideração elementos como posição do terreno, clima local e recursos naturais como luz e vento para gerar o aproveitamento máximo de iluminação e ventilação naturais.
E, o que mais tem chamado a atenção, a biofilia, que é a valorização de elementos naturais no design dos edifícios. Prédios com jardins em todos os andares, jardins em paredões verdes e, como tendência de design, grandes janelas com vistas mais horizontais que permitem apreciar paisagens amplas.
3 – Inteligência Artificial e Internet das Coisas
A casa é a nova fronteira da alta tecnologia. Se o controle remoto antes simbolizava a facilidade de controlar os equipamentos domésticos, hoje ele corre o risco de extinção, junto com os puxadores de persianas e os termostatos. Com a automação e a inteligência artificial, tudo agora pode ser controlado por voz, da luz do ambiente até a temperatura do ar-condicionado, passando pelo volume do som e as travas das portas.
A segurança também é reforçada, com reconhecimento facial, vigilância com câmeras de todos os ambientes e visualização remota via celular. Também já é possível ter em casa equipamentos como cozinhas profissionais, academia com aparelhos de última geração ou cinema com definição de 8k.
4 – Localização acima de tudo
Em um mercado onde o alto padrão está mais aquecido que os outros segmentos, é natural que as localizações privilegiadas também se valorizem mais rapidamente, em um ciclo que alimenta lançamentos e também atrai compradores que procuram imóveis como investimento, se realimentando constantemente.
A preocupação com qualidade de vida também faz com que os compradores busquem regiões onde contam com mais facilidades e experiências mais estimulantes – restaurantes, cinemas, spas, as lojas de que gostam, e assim por diante. Tudo isso reforça movimenta mais negócios nos bairros que já são mais valorizados.
O fenômeno é claro em São Paulo e Rio de Janeiro, mas também acontece em outras grandes capitais.
5 – Novos polos
Balneário Camboriú não gerou apenas a música que se tornou o sucesso do verão. A cidade catarinense traduziu um movimento, que é o do surgimento de novos pólos de imóveis de alto padrão, em diversos pontos do país.
De um ano para o outro, o número de lançamentos de luxo – em número de unidades – aumentou em 23%, porque a demanda se espalha por diversos estados. A região Sudeste ainda lidera, mas Sul, Nordeste e Centro-Oeste também crescem rapidamente.
Depois de São Paulo e Rio de Janeiro, cidades como Florianópolis, Porto Alegre, Belo Horizonte e Vitória tem alcançado preços médios cada vez mais elevados por metro quadrado.
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