Crusoé: O incômodo de Galípolo
O presidente do BC prometeu, em reunião com integrantes da Fiesp e do Iedi, não "reduzir ou poupar" nenhum tipo de esforço para cumprir a meta da inflação
A inflação acima da meta tem deixado Gabriel Galípolo e o Banco Central ‘bastante incomodados’.
Por isso, o presidente da autoridade monetária prometeu, em reunião com integrantes da Fiesp e do Iedi nesta sexta-feira, 14, não “reduzir ou poupar” nenhum tipo de esforço para cumprir a meta.
“[Era] um país que estava excluído do circuito financeiro internacional, sem reservas. Hoje o país tem reservas suficientes para honrar a sua dívida externa pública e privada. [Tem] uma autoridade monetária que está aqui bastante incomodada com o fato de que a inflação está fora da meta e que não vai reduzir ou poupar nenhum tipo de esforço para cumprir essa meta”, disse.
“A maneira mais rápida de você causar dano a qualquer sociedade é atacar a sua moeda. O papel do Banco Central é ser o zelador e guardião dessa instituição que é responsável e o metabolismo que é essa sociedade, que é a moeda”, acrescentou.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2024 com alta acumulada de 4,83%, acima do teto da meta de inflação, que é de 4,5%. Em janeiro, o indicador subiu 0,16%.
“Patamar mais restritivo”
Diante da pressão inflacionária, o indicado de Lula para a presidência do BC sinalizou que a taxa básica de juros continuará se movendo para um “patamar mais restritivo”.
“Acho que, a partir da reunião [do Copom] de dezembro e a reunião de janeiro, a autoridade fez um movimento claro de mover a taxa de juros para um patamar mais restritivo com alguma segurança, com algum conforto, de que a gente está caminhando para patamar restritivo”, disse.
“O Banco Central está sempre olhando para os dados de atividade, de inflação corrente, para as expectativas de inflação e projeções […] É sempre esperado que a autoridade monetária tenha uma atuação preventiva”, acrescentou.
Copom pede ajuda do governo Lula contra inflação
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) apontou, na ata da reunião que definiu o aumento da taxa básica de juros para 13,25% ao ano, a necessidade de “políticas fiscal e monetária harmoniosas”.
O Comitê disse ter reforçado a visão de que o “esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia”, com impactos “deletérios”…
Siga a leitura em Crusoé. Assine e apoie o jornalismo independente.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Ita
14.02.2025 15:49E a Gleisi, o que diz?