“Precisamos rediscutir esta lei”, diz Eduardo Bolsonaro sobre a Ficha Limpa
A proposta apresentada pelo deputado federal Bibo Nunes (PL-RS) teve o apoio de 73 parlamentares – a maioria deles do PL
Diretamente interessado no afrouxamento da Lei da Ficha Limpa, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi às redes sociais defender a redução da pena de 8 anos para 2 anos de inelegibilidade para políticos condenados por crimes eleitorais.
Como mostrou com exclusividade O Antagonista, a bancada bolsonarista na Câmara vem capitaneando apoios a uma proposta de autoria do deputado Bibo Nunes (PL-RS) para afrouxar a Lei da Ficha Limpa e permitir que Jair Bolsonaro possa disputar as eleições de 2026.
“A lei da ficha limpa foi totalmente violentada – e não foi pelo Congresso. Qual seu sentido, já que Dilma sofreu impeachment e candidatou-se em 2018 e, pior, Lula condenado em todas as instâncias saiu da cadeia e se candidatou em 2022?”, disse Eduardo Bolsonaro no X, antigo Twitter, acrescentando.
“Precisamos rediscutir esta lei”.
A manobra da oposição para reverter a inelegibilidade de Bolsonaro
Revelada em primeira-mão por O Antagonista no final de semana, a articulação da bancada bolsonarista com os deputados do Centrão para esvaziar a lei da Ficha Limpa ganhou força na retomada do recesso parlamentar.
A proposta apresentada pelo deputado federal Bibo Nunes (PL-RS) teve o apoio de 73 parlamentares – a maioria deles do PL. No entanto, nas últimas 24 horas, outros 20 deputados também manifestaram interesse em subscrever a proposta.
O texto, que tem como relator o deputado federal Filipe Barros (PL-PR), está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, mas o PT tem trabalhado intensamente para ficar com a presidência do colegiado justamente para – oficialmente – barrar a iniciativa.
Sem CCJ, projeto pode ser alvo de pedido de urgência
O Antagonista apurou que integrantes do Centrão aconselharam a bancada bolsonarista a que o projeto fosse relatado por outro deputado de perfil menos ideológico e que isso facilitaria a sua aprovação. Como se trata de um projeto de lei complementar, a iniciativa precisaria ter apenas 257 votos a favor para passar pelo plenário da Câmara.
Caso o PT de fato comande a CCJ, a ala bolsonarista já tem outra estratégia na manga: apresentar ao colégio de líderes um pedido de urgência para que o texto não seja obrigado a passar por comissões temáticas e vá diretamente a plenário.
Tanto deputados bolsonaristas quanto alguns integrantes de partidos do Centrão como MDB, Republicanos, União Brasil e PP classificam como alta a possibilidade de a proposta passar pela Câmara.
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Comentários (3)
Denise Pereira da Silva
05.02.2025 22:41Todos os políticos sujinhos querendo parecer limpinhos. Que hipócritas. Merecem a lata do lixo da história.
Fabio B
05.02.2025 17:46Toda desgraça é pouca para um povo que se polariza nesses dois lixos, que mesmo diferentes esteticamente, são igualmente a mesma m3rda e levam este país à ruina.
Magdalena Buzolin
05.02.2025 16:46Todos juntos e misturados no ataque ao Brasil.