Saem primeiro voos com deportados dos EUA para Guantánamo
Os Estados Unidos iniciaram na terça-feira, 4 de fevereiro, o transporte de pessoas deportadas para a Baía de Guantánamo, em Cuba
Os Estados Unidos iniciaram na terça-feira, 4 de fevereiro, o transporte de pessoas deportadas para a Baía de Guantánamo, em Cuba, conforme confirmado pela Casa Branca.
Essa ação ocorre uma semana após o presidente Donald Trump emitir uma ordem que transforma a base militar, tradicionalmente utilizada para a detenção de suspeitos de terrorismo, em um centro de acolhimento para imigrantes indocumentados.
O presidente Trump afirmou que essa medida aumentaria significativamente a capacidade de detenção dos imigrantes que ingressam ilegalmente no país.
A decisão vem em um contexto onde a agência responsável pelo controle da imigração nos EUA foi instruída a intensificar as operações de prisão, resultando em uma sobrecarga nas atuais instalações de detenção.
Centro de Operações Migratórias
Embora a instalação militar americana em Guantánamo seja mais conhecida por abrigar suspeitos detidos após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, existe uma seção menor destinada à detenção de migrantes, o Centro de Operações Migratórias.
Este espaço tem sido utilizado por anos para reter indivíduos interceptados enquanto tentavam entrar ilegalmente nos Estados Unidos via marítima, sendo a maioria proveniente do Haiti e Cuba.
A infraestrutura atual é bastante limitada e não possui a capacidade necessária para receber as 30 mil pessoas que Trump mencionou.
De acordo com Tom Homan, ex-diretor do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), a ideia é apenas expandir as instalações já existentes.
O centro destinado a migrantes opera separadamente da estrutura militar que foi estabelecida para a detenção de estrangeiros durante o governo George W. Bush, quando se intensificou a chamada “guerra ao terror”.
Prisão da Baía de Guantánamo
A prisão da Baía de Guantánamo foi estabelecida em 2002, durante o governo do ex-presidente George W. Bush, como parte da resposta militar americana à guerra contra o terrorismo desencadeada após os ataques de 11 de setembro de 2001.
Desde então, a instalação se tornou símbolo de controvérsias relacionadas aos direitos humanos, com relatos frequentes sobre condições desumanas e práticas de tortura.
Entre os prisioneiros que passaram por Guantánamo estão membros da Al-Qaeda e outros acusados de atividades terroristas.
Embora os ex-presidentes democratas Joe Biden e Barack Obama tenham prometido fechar a instalação, essa promessa permanece sem cumprimento até o momento.
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