O que é o golpe da selfie? Entenda e saiba como evitar ser vítima
Descubra o que é o golpe da selfie e como ele funciona. Saiba como microempreendedores podem se proteger de fraudes, evitar boletos falsos e identificar crimes digitais.
No Brasil, o chamado “golpe da selfie” tem sido uma preocupação crescente, afetando tanto empreendedores quanto a população em geral. Identificado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), este esquema criminoso consiste em enganar a vítima com a promessa de benefícios falsos. Os golpistas frequentemente visam pessoas idosas, prometendo-lhes brindes inexistentes, como cestas básicas mensais. Para ter acesso a esses supostos benefícios, as vítimas são instruídas a tirar uma selfie, um método que serve de isca para capturar suas informações pessoais e bancárias.
O modus operandi é simples, mas eficaz. Através de artifícios, os criminosos bloqueiam a visão da vítima para que ela não perceba que está prestes a realizar uma autenticação biométrica em um ambiente virtual disfarçado. Assim, sem saber, a vítima pode estar concedendo acesso ao seu banco ou alguma autorização importante.
Como os microempreendedores podem se proteger de golpes?
Os microempreendedores individuais (MEIs) também se tornaram alvos preferenciais deste tipo de fraude, especialmente durante o período de férias. Fraudes comuns incluem boletos falsos e cobranças indevidas, frequentemente com aparência de documentos oficiais. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) recomenda que empreendedores duvidem de comunicações não solicitadas e verifiquem qualquer cobrança recebida.
A formalização e transações para MEIs devem ser feitas exclusivamente pelo Portal Gov.br, sem taxas adicionais. Desconfie de instruções diferentes e sempre confirme no site oficial. Golpistas usam páginas falsas com logotipos do governo e falsas promessas de taxas para abertura de empresas para enganar os empreendedores.
O que fazer se receber correspondências suspeitas?
Um método comum utilizado por estelionatários é o envio de correspondências e e-mails falsos com boletos para pagamento. Estes documentos podem apresentar logotipos de instituições conhecidas, como a Caixa Econômica Federal, para parecerem legítimos. Além disso, fraudadores podem simular guias para pagamento de taxas associativas que o MEI não deve, utilizando apenas opções de pagamento via Pix para aumentar a urgência e diminuir o tempo de reação.
É crucial que os MEIs saibam que não estão obrigados a realizar pagamentos a associações exceptuando situações em que voluntariamente optem por tal associação. Antes de qualquer pagamento, é aconselhável procurar informações nos canais oficiais do Sebrae ou do Governo Federal.
Empréstimos e crédito: Como evitar armadilhas?

Outro ponto vulnerável é o momento de buscar crédito ou empréstimos. Os empreendedores devem sempre optar por buscar propostas de instituições consolidadas no mercado e evitar ofertas recebidas por meios informais como WhatsApp ou redes sociais. Propostas oferecidas por e-mail ou SMS devem sempre ser vistas com ceticismo, especialmente aquelas que contêm links suspeitos ou pedem informação pessoal sensível.
O Sebrae e outras entidades não enviam mensagens de ofertas ou solicitações de pagamento. Ao utilizar a internet para transações financeiras, sempre busque sites que apresentem o ícone de cadeado ao lado do endereço, assegurando que está numa conexão segura. Além disso, os portais do governo terminam em “gov.br”, garantindo a autenticidade dos procedimentos realizados por eles.
O que mais precisamos saber sobre crimes digitais?
Os crimes digitais estão em um crescente notável, com pesquisas apontando que um em cada quatro brasileiros sofreu alguma perda financeira devido a estes golpes. O Sebrae, reconhecendo tal situação, enfatiza a importância da conscientização e da educação dos empreendedores sobre as ameaças digitais.
Proteção eficaz inclui a verificação de informações em fontes confiáveis e a cautela quanto a qualquer mensagem recebida que peça dados pessoais ou oferta de auxílios e prêmios. O conhecimento sobre essas práticas fraudulentas e a cautela constante são as melhores defesas contra a onda de golpes virtuais.
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