Golpes telefônicos: Como se proteger diante da nova onda de fraudes
Descubra como se proteger dos golpes telefônicos e digitais que usam táticas sofisticadas para enganar vítimas.
O avanço das tecnologias de comunicação trouxe inúmeras facilidades para a vida moderna, mas também abriu portas para práticas criminosas sofisticadas, como os golpes telefônicos. Atualmente, os estelionatários utilizam técnicas refinadas para enganar suas vítimas, explorando redes sociais e aplicativos de mensagens. O uso do logotipo de instituições financeiras em perfis do WhatsApp, por exemplo, tem se tornado uma prática comum para dar uma falsa sensação de segurança.
Esses golpes não se limitam a robocalls; agora, frequentemente envolvem chamadas realizadas por pessoas reais, que utilizam dados pessoais e bancários das vítimas para criar histórias convincentes. A tática envolve frequentemente a confirmação de dados ou falsos alertas sobre transferências via PIX, o que confunde ainda mais os alvos potenciais. Isso tem gerado preocupação em diversas cidades, como Campinas, onde pessoas já relatam serem vítimas potenciais de tais fraudes.
Como os criminosos estão inovando a cada dia?
Os criminosos têm adaptado suas abordagens para se tornarem mais difíceis de identificar e capturar pela polícia. A criação de falsos perfis de funcionários de bancos e o uso de números falsificados no WhatsApp são apenas algumas das táticas empregadas. A sofisticação dessas operações não depende apenas de habilidades técnicas; a abundância de informações pessoais nas redes sociais facilita que os golpistas personalizem suas abordagens.
Aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, também proporcionam uma camada de proteção para os criminosos, graças às mensagens criptografadas que dificultam a interceptação pelas autoridades. Essa combinação de técnicas tecnológicas e sociais resulta em um cenário onde os golpistas têm maior lucratividade e segurança ao cometerem seus delitos.
Exatamente o que facilita os golpes digitais?
O especialista em segurança Christopher Suffi aponta que o acesso simplificado à tecnologia permite que qualquer pessoa crie materiais extremamente convincentes, mesmo sem amplo conhecimento em design. Softwares disponíveis online permitem a falsificação de documentos e perfis com aparência autêntica, o que é frequentemente explorado em esquemas de golpe.
Além disso, a pandemia impulsionou o uso de transações digitais, tornando os usuários mais dependentes de plataformas online. Infelizmente, muitos não possuem conhecimentos suficientes em segurança digital, tornando-os alvos fáceis. A falta de percepção crítica em relação a comunicações consideradas “oficiais”, recebidas por e-mail ou aplicativos de mensagem, aumenta a eficácia dessas fraudes.
O desafio da polícia e dos bancos diante dos golpes

A polícia enfrenta dificuldades para monitorar e neutralizar esses golpes, em grande parte devido à rápida evolução das táticas criminosas. Os recursos tecnológicos à disposição das forças de segurança são limitados, dificultando ações rápidas quando uma fraude é identificada. Mesmo com uma delegacia especializada em crimes cibernéticos, como a DCCiber em São Paulo, a burocracia legal e a falta de acesso a dados em tempo hábil complicam a captura dos criminosos.
A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e instituições financeiras têm adotado medidas para educar seus clientes a fim de torná-los menos vulneráveis a ataques, destacando a importância de buscar informações sempre através dos canais oficiais. Isso inclui verificação de números de telefone em cartões e aplicativos corporativos.
Qual é a solução para combater a fraude digital?
Para enfrentar essa crescente onda de crimes digitais, é essencial que haja um esforço conjunto entre governo, instituições financeiras e o público geral. Mudanças na legislação, que facilitem o acesso das forças de segurança a dados necessários para a investigação, são fundamentais. Especialistas acreditam que o endurecimento das punições para os criminosos cibernéticos poderia inibir tais práticas.
Além disso, um aumento significativo nos investimentos em segurança cibernética pelas instituições financeiras pode reduzir consideravelmente os riscos de fraude. Paralelamente, o público deve ser incentivado a denunciar tentativas de golpe e a adotar práticas seguras no uso de plataformas digitais, reduzindo as oportunidades para os criminosos agirem.
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