Suspense de Lira, certeza de Guimarães: “há votos” para o pacote fiscal
“Já temos votos para aprovar os cortes de gastos. […] Eu garanto que, até quinta-feira (19), os três projetos serão aprovados", afirmou o líder do governo na Câmara
O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), falou em coletiva de imprensa, na noite desta terça-feira, 17, sobre a expectativa acerca da votação do pacote de corte de gastos. Ele afirma que o acordo está firmado entre os líderes da Casa de Leis pela aprovação das matérias de interesse do Planalto e que há votos para subsidiar a vitória governista.
“Os três projetos e seus conteúdos estão praticamente 90% acertados com a Fazenda e o Colégio de Líderes. Vamos aprovar o ajuste até quinta pela manhã e tem o Senado também. Todo o conteúdo dos projetos está sendo discutido com a Fazenda e a área política do governo. Os líderes estão tendo participação ativa no debate de mérito. Falando do BPC, por exemplo já tem uma reformulação importante”, detalhou.
E acrescentou: “Já temos votos para aprovar os cortes de gastos. […] Eu garanto que, até quinta-feira (19), os três projetos serão aprovados. Nós conversamos na reunião de líderes, a ordem vai ser o PLP 210/2024, depois o PL 4614/2024, e depois a PEC 45/2024. Os seus conteúdos já estão praticamente 90% acertados com o Ministério da Fazenda e com o Colégio de Líderes, só tem uma ou duas pendências”, declarou.
Limite da desidratação
Ainda segundo Guimarães, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deu carta-branca para ajustes com a cúpula do Congresso no pacote de corte de gastos.
“O limite da desidratação é aprovar o pacote”, afirmou Guimarães aos jornalistas que cobrem a Câmara dos Deputados. O petista é otimista quanto a preservação do texto nos moldes enviados pelo governo, mas não descartou “ajustes necessários para permitir a aprovação”.
O líder do governo na Câmara afirmou ainda que alterações cogitadas no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) não alteram a previsão do governo de uma economia de R$ 70 bilhões nos dois próximos anos.
A preocupação do governo com o placar do pacote de corte de gastos tem nome e sobrenome: Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, que na última semana sinalizou dificuldade para garantir aprovação das matérias e reiterou, em coletiva de imprensa, nesta terça-feira, 17, que não garante sobre as proposta que compõem o pacote fiscal “aprovação e nem rejeição”.
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