Radicalismo islâmico e terroristas mais perto do que imaginamos

01.10.2026

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O radicalismo islâmico e os terroristas mais perto do que imaginamos
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Madeleine Lacsko
5 minutos de leitura 28.09.2024 08:53 comentários
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O radicalismo islâmico e os terroristas mais perto do que imaginamos

Israel eliminou no Líbano um líder do Hezbollah que havia atuado no Brasil por anos, radicalizando jovens em escolas e mesquitas

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O radicalismo islâmico e os terroristas mais perto do que imaginamos
Arte: O Antagonista.

A ameaça do radicalismo islâmico está mais próxima do que muitos brasileiros imaginam. A eliminação do xeque Abu Haya, durante ataques israelenses ao Líbano, expôs uma verdade inquietante: ele não era apenas um líder do Hezbollah, mas alguém que havia atuado no Brasil por anos, radicalizando jovens em escolas e mesquitas. Durante seu tempo no Colégio Islâmico Brasileiro e na Mesquita do Brás, em São Paulo, ele propagava a ideologia extremista do Hezbollah, um grupo terrorista financiado pelo Irã, que há décadas impõe sua versão militante do islamismo xiita em diferentes regiões.

Abu Haya usou sua posição no Brasil para doutrinar e influenciar jovens, disseminando a narrativa do Hezbollah como defensor da resistência islâmica, enquanto plantava as sementes da radicalização. Esses vínculos entre o Brasil e grupos terroristas do Oriente Médio revelam algo preocupante: a infiltração silenciosa de organizações terroristas no país. E isso não é novo. A Polícia Federal já realizou operações para prevenir atentados terroristas no território nacional, inclusive ações planejadas pelo próprio Hezbollah.

Muitos brasileiros, no entanto, permanecem alheios a essa realidade. A mídia, dominada por uma agenda ideológica, muitas vezes prefere abraçar causas simplistas, como a defesa da Palestina de “rio ao mar”, um slogan antissemita, sem entender as complexidades e a brutalidade de grupos como Hamas e Hezbollah. É um fanatismo político que cega e o resultado é um discurso desconectado da realidade, no qual se ignora o verdadeiro problema: o terrorismo.

Os cristãos

Essas organizações terroristas não têm como único alvo os judeus, como muitos parecem acreditar. Existe uma frase repetida entre terroristas: “primeiro o povo do sábado, depois o povo do domingo”. Isso significa que, depois de eliminar os judeus, os cristãos são o próximo alvo. O objetivo final dessas organizações é claro: impor uma teocracia islâmica em escala global, suprimindo todas as outras religiões e ideologias.

E não pense que isso está longe da nossa realidade. A infiltração de radicais no Brasil não é ficção. O Hezbollah é uma organização militarizada com mais de 10 mil combatentes e uma rede de apoio internacional que inclui nosso próprio território. Além de suas atividades no Líbano, o Hezbollah usa suas conexões na América Latina para angariar fundos e recrutar apoio. Faz isso se misturando com grupos criminosos, traficantes e ditaduras. A falta de conscientização da população brasileira é um prato cheio para essas organizações que, enquanto não enfrentam resistência, continuam a operar livremente.

No Oriente Médio, até mesmo alguns líderes muçulmanos se voltam contra o Hamas, proibindo inclusive que seus seguidores rezem por essa organização, tamanha é a opressão que eles impõem ao povo palestino. No entanto, aqui no Brasil, figuras públicas parecem querer ignorar essa realidade. Em vez disso, vemos líderes que se aproximam de regimes como o do Irã e do Catar, países que oprimem mulheres e minorias. O comportamento complacente de figuras como Janja, a primeira-dama, que usa lenços pró-Palestina enquanto visita países onde os direitos das mulheres são praticamente inexistentes, reflete uma dissonância cognitiva perturbadora.

Mulheres

Essa aproximação com regimes teocráticos e opressores é mais do que simbólica. Enquanto o governo Lula constrói laços com ditaduras, desconsidera o impacto disso nas relações internacionais e nos valores que a sociedade brasileira deveria defender. Se, por um lado, há uma retórica de “empoderamento” nas fotos de reuniões de mulheres no governo, por outro, há a realidade de alianças com países que suprimem os direitos das mulheres. O que fica no final das contas? A retórica de direitos para o público interno e o apoio tácito à opressão internacional.

Essas conexões com ditaduras não são apenas uma questão de política externa; elas têm reflexos internos. A tentativa recente de mudar “mãe” e “pai” para “parturiente” e “responsável legal” nos documentos oficiais é um exemplo claro de como a ideologia pode minar direitos fundamentais. Ao rebaixar a mulher ao papel de mera “parideira”, estamos assistindo a um apagamento gradual dos direitos conquistados. 

E isso é exatamente o que o radicalismo islâmico faz: sufocar direitos e liberdades pouco a pouco, até que uma ditadura teocrática esteja estabelecida. O Irã, o Afeganistão e o Paquistão, que já foram sociedades com uma vida urbana vibrante, hoje vivem sob o jugo de regimes opressores.

Submissão

O brasileiro, por sua vez, parece ser mais movido pelo medo do que por qualquer outro sentimento. Se votam no Lula por medo do Bolsonaro, ou no Bolsonaro por medo do Lula, imagine como reagirão diante da ameaça real do terrorismo? A tendência será de submissão, e essa passividade pode nos custar caro.

Antes que seja tarde demais, o Brasil precisa acordar para a realidade que o cerca. Terrorismo, radicalismo islâmico e o apagamento de direitos não são ameaças distantes. Eles estão aqui, entre nós, e precisam ser enfrentados com seriedade e coragem. Se não houver resistência agora, o medo vai tomar conta, e o preço será pago por todos.

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